sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz vida!!!

 Aos meus amigos, seguidores, visitantes deixo aqui meu desejo para o novo ano que se inicia.
Eu não costumo postar textos que não são meus mas esse, não é. São palavras que eu recebi e que me caíram tão bem como tudo o que eu posso desejar à mim mesma que me apossei delas para poder desejar-lhes o mesmo, pois acredito que nelas está contido o que de mais importante precisamos. Eu não saberia me expressar me melhor mas é o meu desejo do fundo do coração à todos que eu amo!
Espero por voces em 2012!!! Segue o texto...

Foto retirada da internet


"Não vou desejar que nesse ano encontre paz e felicidade permanentes. Não vou desejar que supere todas as suas metas e vença todos os desafios, encontre alegria no amor, fique rico e seja sempre a pessoa mais linda
e simpática do planeta (mas vou desejar saúde. Porque com saúde não se brinca).
Não vou desejar que 2012 seja o melhor ano de todos os anos de sua vida.
365 dias é muito pouco para todas as conquistas, todos os desafios e tudo o mais que deseja fazer, ser e ter.
Esse ano, quero desejar outra coisa.
Desejo que se lembre de todas as conquistas que teve. Que olhe para trás e veja tudo o que foi aprendido, se lembre de todas as pessoas que apoiaram e quem você foi em todas essas situações.
Que determine a vida que quer levar. De repente não é a que está levando agora, a que seus pais querem que leve. Ou seu amor. Ou seus amigos. Ou sua comunidade. Pare e pense na vida que você quer ter.
Escolha as pessoas que lhe acompanharão. Aquelas que agregam, que lhe dão apoio em todos os momentos. Escolha as que quer ao seu lado e querem estar ao seu lado.
Descubra o que lhe dá prazer e trabalhe para que seja constante em seu dia-a-dia.Faça o que você ama e  ame o que faz.
Reconheça as características pessoais que não gosta e aprenda a mudá-las (ou aceitá-las). Você pode ser uma pessoa melhor todos os dias. Por que quem você quer ser já está dentro de você. Então, procure. Insista e não desista.
Sim, um ano inteiro é muito pouco para tantos desejos.
Então, vamos lá. Procure dentro de você a força que precisa. Suspire fundo. Comece. Agora.
Sua vida está esperando.
Feliz vida para você!!!"
 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Obrigada!!!

Foto retirada da internet


Esse foi um ano de perdas. Perdi um amigo, perdi um amor, perdi sonhos, esperanças, perdi a fé e perdi à mim mesma. Como não perder a si mesma quando se perde tudo isso? Mas também ganhei. Ganhei pessoas incríveis, sorrisos lindos, beijos deliciosos... e quando me levantei, fui me redescobrindo e me reconstruindo com tudo o que ganhei.

O mundo da blogsfera foi um presente que me foi dado pela minha mais que amiga, mais que cumadre, minha irmã Mari Hart e a ela agradeço por esse horizonte que se abriu. Além desse mundo, o presente mais valioso, e que se renova a cada dia, meu afilhado Leo, em quem por vezes, me reconheço. Agradeço a cada ano por esse pedacinho dela que ela me ofereceu e me confiou, e que hoje sinto como um pedacinho meu também. Agradeço esse ano, em especial, por esse presente porque foi no sorriso do Leo que muitas vezes encontrei forças e um motivo para brigar por um mundo com menos preconceitos, menos desigualdades e com pessoas mais conscientes. É uma briga minha também, claro, mas se eu não brigar por mim, o problema é meu. Ele dobra a minha responsabilidade, me fez ver que muito mais do que brigar por mim, preciso brigar por quem não pode brigar por si. Obrigada Mari por me dar esse presente para que eu possa crescer em mais um ponto.

A blogsfera me abriu horizontes, me trouxe pessoas queridas, novas experiências, novos caminhos. Em especial, duas pessoas incríveis, Fernanda Iasi e Emiliana Vaz, que dia a dia me ensinam a crescer e me ensinam a viver. Obrigada à vocês pelo espaço que ocuparam na minha vida e pelas lições a cada dia.

À amiga, Thaís Holanda com quem dividi tantos momentos difíceis e que sempre esteve alí, pra que eu pudesse me espelhar e acreditar que não vale à pena me entregar. Que serviu e que serve de exemplo por a cada dia se superar. E a amiga, Manuela Bailão que me amparou e me abrigou também nos meus piores momentos. Que sempre acalentou minha dor e com seu olhar me consolou, e que tantas vezes, me fez aquietar.

As amigas Mara Dayse e Beth Rouvier que tantas vezes me fizeram gargalhar nos meus piores dias para que eu pudesse esquecer meus medos e minhas dores. E mesmo à distância se descabelaram por mim, brigaram comigo e olharam por mim.

Em especial também, vai meu agradecimento ao grande amigo Danillo Vieira que entrou na minha vida este ano de forma intensa e definitiva, espero. Obrigada por estar ao meu lado em tantos momentos difíceis e ser capaz de me fazer sensata quando o medo me tirava a clareza e de me trazer de volta sempre que escapava de mim mesma.

Ao meu doce Príncipe das Marés, que entrou já na prorrogação do 2º tempo e que eu desejo que fique, independente da forma. Um muito obrigada mais que especial por ter consiguido me fazer enxergar que ainda posso me entregar, por me fazer voltar a acreditar, simplesmente acreditar. Obrigada pelas "chamadas", pelas palavras, pelos sorrisos, olhares e abraços que estão me fazendo mudar.

Obrigado ao meu, mais que médico, mais que tudo, Dr. Sidney. Por cuidar de mim mais que eu mesma e de uma forma que eu jamais saberia. Obrigada por entender meus medos, minhas fraquezas e sempre, sempre me acolher. Obrigada por ser mais que um compêndio vestido de branco, obrigada por brigar comigo com doçura e obrigada por tirar das minhas mãos decisões que estão muito além do meu alcance.

Obrigada à você por não permanecer na minha vida, deixando espaço para que pessoas incríveis façam parte dela e para que eu possa amadurecer e realmente me "ver". Obrigada por tudo que você me fez aprender.

Essas pessoas tiveram significância  e relevância inexpressáveis em palavras nesse ano de 2011 mas além disso, agradeço de coração à todos, sem excessão, todos os meus amigos e familiares que estiveram ao meu lado em todos os momentos difíceis que esse ano reservou para mim. Cada um, à sua forma, foi importante, especial e único. Obrigada! Obrigada também à todos da blogsfera por participarem da minha vida, me permitirem participar da de voces e por assim, contribuírem sempre para o meu crescimento. Obrigada pelo carinho e torcida de todos!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O que eu aprendi em 2011?

 
Foto retirada da internet
 
 
Tanta coisa eu aprendi... 
 
Aprendi que não tenho tudo o que desejo mas que tenho muito mais do que preciso. E não é frase feita não. Hoje eu olho ao meu redor e vejo o tanto que tenho além, tenho tudo demais. E de tudo o que eu tenho muito, as únicas coisas que nunca são demais, são amor e amigos. Mas que bom que, ainda assim, não tenho tudo o que desejo, para que continue sonhando e lutando. entretanto, hoje olho pro que tenho e, em meio a tanto, sinto pelos que tem menos do que necessitam. Aprendi a dar valor ao que tenho e, mais ainda, aprendi a dar valor aos que tem menos do que o necessário e se superam a cada dia.
 
Em 2011 aprendi que as coisas e pessoas são finitas e que a gente nunca sabe o momento em que elas findam, então, é preciso ser intenso sempre, a cada momento e não esperar por um momento que pode nunca chegar. Tudo, simplesmente termina, sem hora marcada. "O pra sempre sempre acaba." Sonhos se vão, vidas são interrompidas, momentos terminam...

Aprendi a deixar tudo ir, momentos, pessoas, sentimentos... só faz sentido ficar o que ainda há lugar. Só faz sentido manter o que tem um porquê. Ao meu lado hoje, só quero o que for sincero, o que for espontâneo... não quero ter que pedir e nem tentar impedir o que tiver que ir.

Aprendi que a gente ama independente de ser amado e que é amado também independente de amar. E isso não tem como mudar. Então, aprendi a dar valor ao sentimento dos outros, independente do que eu tenha a dar. E aprendi a aceitar o que os outros tem a me dar, o que os outros podem me dar.

Aprendi que eu não sei nada, absolutamente nada, sobre amar. Cada amor é único, impar... E a únicar forma de aprender a amar, é amar.

Aprendi que as vezes é preciso arrancar alguém de dentro da gente sem ter muito tempo pra se recuperar, sem ter onde ou em quem se apoiar. Seja um amor, seja um amigo... as vezes é preciso arrancar. Sem entender porquê, às vezes só sabemos que não dá mais pra ficar.

Aprendi a conviver com quem me fez chorar e essa foi uma das lições mais difíceis de encarar. Esse ano tanta gente me fez chorar... e todas, bem pertinho, sem eu ter como desviar o olhar. Mas eu consegui me superar e deixar cicatrizar mesmo alí, lado a lado, sem ter como não enxergar.

Aprendi que os meus medos não me protegem nem me impedem de chorar. Ao contrário, as vezes só me impedem de sorrir. Aprendi que é preciso arriscar se eu quiser ganhar. E que não há garantias de onde tudo vai dar.
 
Aprendi a pedir desculpas sem exigir e aprendi a desculpar, sem que as vezes seja necessário pedir.
 
Aprendi a ouvir antes de julgar mas ouvir com sentimento, com coração e não só com a razão.
 
Aprendi que alguém pode se tornar especial em minutos e isso não é racional.
 
Aprendi a deixar as pessoas entrarem na minha vida com mais facilidade. Por que fechar as portas? Pode ser especial. Mas aprendi também que quem entra não é obrigado a ficar.
 
Aprendi que o tempo dos outros não é igual o meu e que se valer à pena, só me resta esperar ou correr pra alcançar.

Aprendi que todo mundo tem alguma coisa para me ensinar. Seja uma criança, um analfabeto, um idoso, um morador de rua ou, por vezes até, quem acabou de me magoar.
 
Aprendi a colocar mais pontos e menos reticências.
 
Em 2011 deixei de ser menina e aprendi a ser mulher. Aprendi a me transformar, a chorar, a cair e levantar, a sorrir, aprendi a me deixar sonhar pra poder realizar... aprendi a deixar a vida simplesmente seguir.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Meu Incrível Mundo da Coca-Cola!!!


O Meu Incrível Mundo da Coca-Cola.


"Quem faz uma festa da Coca-Cola???" (alguém perguntou) Eu, oras!!! Sim, eu!!! Eu, aos 32 anos, sou capaz de fazer uma festa da Coca-Cola!!! Eu sou uma apaixonada por Coca-Cola e que mal tem fazer uma festa da Coca-Cola??? Infantil? Piegas? Podem achar o que quiser, eu simplesmente achei A MINHA CARA!!!

É ou não é a minha cara?!

Eu não sou muito fã de festas temáticas, não para mim, talvez porque eu não tenho muitas coisas que me reflitam ou que eu idolatre a tal ponto. Sempre dei as minhas festas, a minha cara. Decorações que simplesmente traduziam meu momento.

Garrafinhas brinde


Este ano, no entanto, a idéia começou modestamente, pensando em um brinde original, uma garrafinha de Coca-Cola personalizada agradecendo a presença de cada um. Seria só isso até que, encontrei um louco que me deu corda, meu irmão Junior. Conversamos e "viajamos" durante horas e daí em diante não consegui mais voltar. A Coca-Cola que corre em minhas veias subiu à minha mente e eu não consegui mais parar. Sim gente, eu sou APAIXONADA por Coca-Cola!!!

Minha criação.


O bolo eu criei, visualizei, descrevi e a impecável Maria Amélia reproduziu com perfeição. As Cocas gigantes da decoração foram criação do meu irmão Junior Góes, personalizadas para mim, e hoje se encontram na Inove Festas. O convite e as Cocas brindes também foram criação do meu irmão e realizados pela Núcleo Branding Design. A decoração com os balões feita pela minha queridíssima Tereza que me acompanha há anos decorando meus balões. Não posso deixar de citar aqui, em forma de agradecimento, o buffet de primeiríssima da queridíssima Maria Tereza e ainda o meu fiel Dj Kbeça. Meu muitíssimo obrigada a todas essas pessoas que fizeram minha festa acontecer da melhor maneira possível!!! A idealização foi toda minha!!!

"Beber o mundo feito Coca-Cola..."


Acho que escapei do infantil e do piegas mas se não escapei, o importante é que eu me realizei! Criei o meu Fantástico Mundo Encantado da Coca-Cola.

Apaixonada por  Coca-Cola!!! :)

 



Contatos profissionais:
Maria Tereza Buffet - (61) 9696-1416
Maria Amélia Doces - (61) 3366-1147
Núcleo Branding e Design - (62) 3432-0062
Inove Festas - (62) 3087-1009
Tereza Balões - (61) 8422-6703
Dj Kbeça - (61) 9249-1941





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Obrigada Dr. Sidney!!!


Foto retirada da internet


Esse ano eu perdi uma parte de mim, aliás, uma não, muitas mas aqui me refiro a uma parte concreta.
Consulta de rotina. Uma rotina que eu havia abandonado há tempos, desde as minhas últimas e traumáticas cirurgias. Se foram 2 anos para que eu pudesse me recuperar emocionalmente de todos os estragos das últimas intervenções cirúrgicas. Sumi de todos os médicos, exames e remédios, durante 2 anos me dando um tempo insensato entretanto, igualmente necessário para o meu bem estar psicológico. Eu precisava acreditar que eu podia viver ao menos um tempo longe dessa dinâmica mas tenho a noção exata de toda a minha insensatez. Pessoas como eu não podem se dar esse tipo de tempo!
Já com a cabeça no lugar, me sentindo bem física e psicológicamente em relação aos meus últimos contatos médicos, resolvi retornar a rotina necessária. Lá fui eu começar por alguém que é muito mais que um médico pra mim, o "autor" de todos os meus últimos traumas mas, muito mais do que isso, a pessoa que jamais me deixou sozinha, sempre esteve ao meu lado e que me deu uma nova vida. E dias depois, depois de inúmeros exames daqueles invasivos e chatos, lá estava ele de frente pra mim, naquele hospital que foi palco dos meus piores dias, com seu sorriso mais doce nos lábios e procurando palavras que amenizassem a dor que ele sabia que eu sentiria, me dando a notícia de que eu tinha um rim paralisado. Minha reação instantânea foi agressiva e irracional de cobrar dele, algo que ele não tinha o poder de me dar.
Que dor eu senti! Eu perdi um órgão e realmente eu fiquei de luto muitos meses, como se houvesse perdido um ente querido. Não sei se as pessoas conseguem entender o que é isso... Ok! Ok! Muitas pessoas perdem orgãos, muitas pessoas perdem rins e vivem anos a fio sem eles mas uma coisa é perder um rim aos 60 outra, aos 31. A sensação era de que eu estava me decompondo cedo demais... E o pior... tantas cirurgias para não perder o "maldito" rim... e eu perdi! Sensação de derrota e de não querer mais lutar. Mas ele estava alí!
Tantas vezes eu voltei àquele consultório e briguei, briguei, briguei... e tantas vezes, ele foi doce e me acolheu. Procurei todos os melhores especialistas e todos opinaram em direção contrária à ele. Briguei, pedi, implorei que ele mudasse de idéia mas ele se manteve irredutível, dizendo estar cuidando de mim. Perdi noites de sono, me era exigida uma decisão que estava muito além de mim... Tirar ou manter o rim paralisado? Me submeter a uma nova cirurgia, alto risco de morte, UTI, soro, noites e noites novamente em um quarto de hospital, dores, meses de recuperção, a vida interrompida por tempo indeterminado... Tudo isso para evitar o risco de uma súbita infecção generalizada causada por esse rim paralisado dentro de mim. Em contrapartida, passar o resto da vida rezando para não precisar passar o resto da vida me submetendo a diálise. Essa é a indicação de todos os especialistas, clínicos, urologistas, nefrologistas... E enquanto o mundo me mandava tirar apenas ele me pedia pra manter. Ele me pedia para não sofrer um risco desnecessário, desnecessário na medida em que não me daria garantia de nada. Ele me dizia que eu não merecia mais sofrer. Por minha conta e risco o sim ou o não. Eu não tinha e não tenho conhecimentos técnicos suficientes para embasar decisão qualquer e, eu não acredito na medicina. Durante meses não conseguia pensar em outra coisa até que percebi que minha decisão já estava tomada. Eu entrego minha vida a esse homem de olhos fechados, ele é muito mais do que um médico pra mim. Se eu não sei se existem anjos celestiais eu tenho certeza que existe anjos na Terra e ele é o meu anjo! A palavra dele contra o mundo é, e sempre será, a palavra final. À isso, eu chamo fé, minha decisão foi totalmente baseada na fé que tenho nesse médico.
E a minha palavra final, é e sempre vai ser, obrigada Dr. Sidney por me fazer renascer tantas vezes e por cuidar de mim!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Eu sei amar!

Foto retirada da internet


Esse ano eu deixei de amar uma pessoa e, que dor! Foi a primeira vez em 32 anos que decidi deixar de amar uma pessoa e, quem disse que é fácil pra razão mandar no coração? Fria eu? Claculista? Não!!! Ninguém sabe em quantos cacos eu me estilhacei mas eu precisava amar mais à mim. Me entreguei a alguém que não existia e só eu via. E durante meses sofrendo eu pensava que não seria mais capaz de amar. Essa pessoa teve uma Camila que nunca ninguém teve e nunca mais ninguém terá, ela não existe mais. Durante muito tempo, eu achei que pra sempre eu seria pior. Desconheci a palavra amor. Estava difícil de amar até à mim, eu não tinha mais o que dar. Durante mais de um ano só me doei sem nada receber. Junto com esse amor, meu sorriso se foi, minha alegria se foi, meus sonhos se foram, me jeito menina se foi. Olhava pra tráas e pensava "isso não foi amor, ninguém ama uma pessoa assim", "foi excesso de carência" e por aí ía. Até que esse mês, eu li um pequeno texto que resignificou tudo.
"Diferença entre gostar e amar. Gostar: é quando alguém conhece seu melhor lado e gosta de ti. Amar: é quando alguém conhece seu pior lado e ainda quer ficar ao seu lado, mesmo com todas as diferenças que você tem!!" Lendo essa frase me dei conta de que, sim, eu o amei. O amei da forma mais bela e profunda, o amei muito mais do que ele merecia. Mais do que todas as que desejavam estar so seu lado e muitas que estiveram, era eu quem conhecia seu pior lado e ainda assim, me mantinha a seu lado, mesmo sendo ferida por tudo de pior que havia dentro do belo e desejável homem que se apresentava. Tantas vezes passei por cima de mim para fazê-lo se reerguer. A vergonha que senti por ter me entregue desta forma a quem não merecia passou e hoje, me orgulho por saber que eu sei amar. Sei amar como poucos. E hoje sei que não me tornei pior, me tornei ainda melhor. Ainda sei amar e sei amar melhor, de forma mais madura. medos nasceram dessa relação e medos ficaram, mas conheci alguém que me fez ver que ainda sei me entregar. Talvez apenas, tenha aprendido a enxergar um pouco além, a me preservar um pouco mais mas jamais deixarei de ser capaz de amar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Como é difícil nesse mundo não ter um Deus pra amar!!!

 
Foto retirada da internet
 
 
Como é difícil nesse mundo não ter um Deus pra amar!!!
Eu fui batizada, crismada, por tempos sonhei com um casamento na igreja de véu e grinalda mas, desde que me tornei "pensante" nunca segui uma religião. Tinha tudo para ser o que se costuma chamar "católica não praticante" mas nunca me descrevi assim. Ao contrário, minha ânsia por respostas à princípio, e depois por conhecimento, me fez percorrer inúmeros caminhos. Neles, o catolicismo me indignava com sua ostentação de riqueza e poder enquanto tantos morrem de fome, os evangélicos me tiravam do sério com sua hipocrisia imposta, os tambores da umbanda me arrepiavam e suas entidades me fascinavam, o cardecismo me confortava e o budismo me tranquilizava. Mas entre tantas, eu tinha a minha, ou melhor não tinha nenhuma. Eu tinha o meu Deus, sem forma, sem rosto, apenas, energia e sentido para vida. Sentido que transcendia todo o meu entendimento mas no qual eu acreditava. E durante anos eu vivi assim... nos meus altos e baixos eu sempre encontrava um significado maior para tudo. Em todas as dificuldades, logo em seguida me sentia recompensada por um detalhe qualquer que se apresentava e lá eu via o "dedo de Deus" ainda que, do meu Deus. De todas as vezes em que quase morri, sempre tirei um aprendizado maior que me fazia entender e "superar" a dor pelo tempo perdido e pelas marcas deixadas. Até que esse ano não deu mais. Rompi! Rompi com o meu Deus. Desacreditei, desconstruí! E percebi... como é difícil nesse mundo não ter um Deus pra amar!!!  Depois de uma dor emocional sem precedentes, depos de ser arrancada de mais um sonho sem porque, depois de mais uma vez sentir o que é quase morrer e, tudo isso, em menos de 12 meses, não aguentei e de um dia pro outro eu não tinha mais no que crer. É difícil por si só porque, de cara, você fica sem ter a "quem" recorrer... sabe quando bate o aquele medo e você apela lá pra cima?! A sua boca balbucia, ensaia um "meu Deus" pra começar a pedir mas o som soa estranho e você percebe palavras vazias. O vazio vai além das palavras. O mundo se torna grande demais, frio demais e vc... pequeno demais, indefeso demais, sem um PAi pra te proteger. Você se sente sozinho, se sente pequeno, você não é mais filho de um Deus e merecedor de que tudo dê certo. Agora tudo depende de você e só de você. Não é mais só fazer tudo certo pro Pai te recompensar... É cruel ser ateu!!! E mais... e se você estiver errada??? Vai pagar por isso depois??? Ou pior... agora! Mas isso tudo é apenas parte e uma luta que você trava consigo mesma.
A segunda parte vem dos outros. Impressionante como é fácil aceitar a crença dos outros, ao menos no Brasil, e difícil demais conviver com a descrença. As pessoas sempre julgam que você precisa de uma fé e que não pode ser feliz sem ela. Portanto se elas gostam de vc, te julgam merecedoras da fé, acreditam que um dia você vai encontrá-la (no meu caso, reencontrá-la) e fazem de tudo pra te guiar até ela.
No meu aniversário, eu recém rompida com a fé religiosa, com os Deuses e dogmas, recebi de uma pessoa queridíssima, que estava super à par da minha descrença, um kit com cd e livro do Padre Marcelo, um terço e um outro livro que ensinava o rosário. A intenção era me reaproximar da minha fé. As palavras dela "Eu podia te dar qualquer coisa mas sei que o que você mais precisa agora, é voltar a ter fé". Eu sei que a intenção era a melhor e por se tratar de quem me presenteou, guardei a caixinha com carinho mas ainda sem ter coragem de mexer. No entanto, me senti completamente invadida e desrespeitada ao receber tal presente. Por que a fé é mais digna do que a não fé??? Por vezes admiro a fé daquela mulher, que sempre, em qualquer circunstância está alí resignada às vontades de um Deus. Outras, sinto pena. Sua fé é muito maior do que a minha o foi em qualquer momento. Sua fé em um Deus. Tenho fé na vida, tenho fé em mim e acho que a minha fé sempre foi muito mais nessa direção, ainda quando, eu tinha um Deus. Mas as pessoas não se contentam com isso e não deixam você se contentar. Eu respeito a fé de qualquer um, até porque, não há nada em que eu acredite mais, do que na fé mas, eu quero que as pessoas respeitem também a minha descrença, seja momentânea ou não. Não me incomodo com frases do tipo "Fique com Deus", "Durma com Deus", etc, só não aceito a imposição de ter que acreditar no Deus de cada um.
Hoje, transito entre a descrença e a fé, não consigo sustentar nenhuma posição. Olho para a minha vida e ainda acho certas passagens cruéis demais para que eu possa afirmar que tenho um Deus olhando por mim e me guiando. No entanto, outras tantas, não se parecem com nada além de presentes divinos, não encontro explicações para que as mereça. Enfim, ainda busco um sentido para os últimos acontecimentos e, enquanto eu não achar, vai ser difícil voltar a acreditar... Sei que a fé vai muito além do racional mas a minha sempre esteve presa a ele e não sei ser diferente...
Cito aqui uma pessoa queridíssima que entrou na minha vida, eu acredito, que para me ensinar muito e me transformar em alguém melhor "Meu Feliz Natal deste ano vai para todas as crianças desse Planeta porque nós, adultos, ainda não aprendemos a nos comportar. Paz, luz, sonhos e igualdade para todos!" (Henrique Diniz) Cito porque compartilho da mesma opnião e dos mesmos desejos. Ainda assim, desejo um Feliz Natal à todos os que acreditam. E torço para que o espírito Natalino de renascimento se faça presente em cada um, independente de suas crenças, para que possamos transformar nosso mundo em um mundo melhor!!!

Foto retirada da internet

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A arte de pedir desculpas

 
Foto retirada da internet
 
 
Pedir desculpas pra mim é uma arte! E não nego que pra mim é difícil, não saio por aí pedindo desculpas com facilidade... as pessoas dizem que é porque sou orgulhosa. Talvez seja mas não vejo assim... é que pedir desculpas pra mim por pedir não tem valor algum. Se a desculpa é apenas uma palavra, não me cabe, nem ouvir nem dizer. Eu sempre procuro antes saber porque errei, onde errei, o que causei e como me sinto pelo meu erro. E mais gente, de que adianta pedir desculpas se a pessoa nem se importa se vai fazer novamente ou não?! De que adianta pedir desculpas se nem culpada a pessoa se sente? Eu só peço desculpas se tenho a intenção de realmente jamais repetir o erro, se me sinto mal pelo que causei e, o mais importante, se sinto o desejo de desfazer o erro, ainda que por vezes, não o seja possível.
E mais, o pedido desculpas de forma alguma nos faz desculpados, é importante aceitar isso e ainda diante da recusa da aceitação do pedido sermos dignos de o mantermos alí. Pessoas, por favor, não banalizem o pedido de desculpas. Reflitam antes de o colocarem boca à fora. Se tornem dignas de serem desculpadas antes de almejarem por ela.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um dia

 
 Sinopse:

Emma e Dexter passam a noite da festa de formatura juntos e, desta noite, surge uma amizade e um amor que amadurece e se revela pouco à pouco ao longo dos anos. Ao longo dos anos cada um constrói sua história, separados fisicamente mas sempre unidos pela amizade. Até que, em certo ponto de suas trajetórias descobrem que ambos buscam e desejam a mesma coisa e que o amor que sentem um pelo outro vai muito além da amizade.




Hoje, um domingo cinza, em que acordei sentindo falta de alguém, acordei e foi difícil sair da cama... acordei querendo ter "pulado" o dia recebi o convite de uma amiga para ir ao cinema assistir "Um dia". Não sabia nada sobre o filme mas aceitei de cara só pra sair e não ficar pensando. Se o filme fosse ruim, a cia por si só já valia. O convite foi feito por uma amiga "daquelas" que tem o dom de sempre nos fazer bem mesmo sem nenhuma palavra. Uma amiga daquelas que inspira, colo, carinho, atenção... Entrei no google pra uma olhada rápida na sinopse só para ver se o filme estava apto para minha sobrinha companheirona de 12 anos. A "bela" sinopse que continha 1 frase "Depois de passar juntos a noite da festa de formatura, casal repete o encontro a cada ano, na mesma data" me fez achar que o filme não era para ela.
Lá fui sozinha "pela estrada à fora" numa pista praticamente deserta, repleta de verde dirigindo a 60km onde a velocidade era 80km/h. Saí horas antes do filme e fui, perdida em meus pensamentos desejando chegar lá e encontrar um enlatado americano que me fizesse parar de pensar.
O filme? Lindo! Mas... triste. O contrário de tudo que eu desejava encontrar. Trouxe com ele todos os pensamentos que eu gostaria de ter deixado no carro. A saudade aumentou! Me fez perceber que eu sonho com um Dexter por mais que não queira sonhar... E me fez lembrar que um dia... um dia sempre pode ser tarde demais. como um dia foi tarde demais pra eu ver minha avó. Um dia foi tarde demais pra eu ver meu padrinho. Um dia foi tarde demais pra eu ver meu tio. Um dia... um diaa, deve ser sempre o dia de hoje!
Uma ótima dica em cartaz!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Afinal, tudo passa...

Foto retirada da internet


Um dia a gente sonha,
no outro é acordada.
Mas hoje já não choro mais.
Aprendi a cair e levantar.
Aprendi a me ralar
e a deixar o ferimento cicatrizar antes de inflamar.
Aprendi a ter vontade de gritar mas acalar.
Afinal, tudo passa...
e nós nunca saberemos o que está por vir.
O que importa é seguir!

Bsb, 14/12/11

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu mudei! Nossa, e como mudei!!!



Eu mudei! Nossa, e como mudei!!! Tenho repetido isso constantemente para mim e para os que me redeiam. Com todas essas exclamações e muitas interrogações. Que mudei é muito claro pra mim e muito visível para muitos dos que me rodeiam mas como e em quê ainda não sei exatamente. Chego a sentir um certa estranheza em determinados momentos. Essas percepções vem pontualmente, dia a dia, e quando uma se faz clara pra mim, me espanto, por vezes me admiro. Estranhamente, muitas vezes, são os outros que me apontam em frases soltas tais modificações. Ainda não tenho a visão completamente de quem sou eu, a nova Camila. Esse processo começou faz tempo "num corte lento e profundo" como diria Cazuza. E, poderia até dizer, "num corte lento e profundo entre você e eu" para ser mais exata e não disperdiçar Cazuza já que realmente havia um "você" e tudo começou nesse corte.
Ontem dirigindo, voltando para casa pensava nisso, nessas mudanças, umas banais outras profundas.
Esse ano meu aniversário passou, minha festa passou e eu, que vivia meses antes uma ansiedade louca pelo meu aniversário, pela minha festa, cheia de expectativas... durante toda a minha vida, esse ano não vivi um só minuto de ansiedade. Adrenalina, claro, para que nada desse errado, algumas pessoas confundiram com ansiedade mas ansiedade zero. Agora, pareço uma criança a espera desse tal 2012 como se ele fosse Papai Noel e eu uma criança que o esperasse entrar pela janela cheio de presentes. Ou como se eu acreditasse que algo realmente vai mudar apenas pela mudança de um número... Não sei o que está acontecendo mas fato é que estou contando os dias e não entendo o porquê. Estou em Brasília, vou virar o ano em Brasília, longe de qualquer comemoração espetacular, longe dos meus amigos... e estou completamente conformada e tranquila com isso.
A cada dia me surpreendo com a minha nova capacidade de esperar acontecimentos, de me manter calada, de me manter quieta, de ouvir antes de julgar e de me levantar a cada queda. Se a isso chamam amadurecimento uma coisa é certa, amadureci.
As pessoas me dizem a cada dia que estou mais bonita. Eu me olho no espelho e vejo fios brancos, vejo novos traços mas por dentro, eu me vejo mais bonita. Não sei se com a virada do ano algo realmente vai mudar mas eu mudei, estou mudada e sinto que a mudança vai continuar...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Príncipe das Marés meu!



Emiliana é uma pessoa linda que tive o prazer de esbarrar no mundo da blogsfera e hoje, lamentávelmente, esta se despedindo dele. Emiliana e seu mundo "As histórias de Emília" certamente vão deixar saudades em muitos mas em mim, Emiliana vai deixar muito mais do que isso, vai deixar muito aprendizado, sementes plantadas por ela, novos sonhos, uma nova forma de ver o mundo virtual e até, uma nova forma de ver o amor, sim, o amor. Emiliana, sem dúvida alguma, contribiu pro nascimento desta nova Camila, que está se construindo e se transformando dia-à-dia...
Mais uma vez, OBRIGADA EMILIANA. Obrigada por transformar meu olhar em tantos pontos mas, especialmente, em relação ao amor e ao mundo virtual.

O primeiro texto da Emiliana lido por mim, foi "Amor virtual (3) O Príncipe das Marés". O título em sua página me chamou atenção, não sei porque, e lá fui eu. Nem era o texto do dia, era uma postagem já antiga mas algo me atraiu para ela. Eu, tão machucada, sofrida, desiludida por um "amor" e rejeitando tudo o que falasse sobre, li o texto fascinada, entrei na história, vivi, senti as emoções, sorri e, sonhei... fazia tempo que não sonhava, só sofria, havia quase esquecido como era bom sonhar. E sonhando, novamente, sorri, fazia tempo que não sorria sem um traço de dor e nesse sorriso, havia apenas, um traço de desejo ainda que negado.

Eu, a mais cética em relação a qualquer história iniciada via internet e, recentemente, a mais desacreditada em relação ao amor não conseguia tirar tal história da cabeça. Fui dormir pensando nela e durante vários dias ela ía e vinha à minha cabeça. Eu que tenho um sobrinho híper amado nascido de uma relação que começou pela internet e que tenho um primo casado há 10 anos com alguém que ele também conhecera pela internet, se havia um preconceito em mim, era à respeito das pessoas que frequentavam chats. Deprimentes, vulgares, inconsequêntes, problemáticos, irreais eram as palavras reservadas para elas e para esse "mundo". Mas a vida ensina...

Passados uns dias, surgiu em mim a curiosidade quase científica em conhecer esse mundo. Para mim conhecer as pessoas que o frequentavam era algo impensável visto que na minha cabeça nada do que se apresentava alí era real. À princípio, e durante um longo tempo, essa curiosidade para mim nada tinha à ver com o texto lido, ele até mesmo já havia saído dos meus pensamentos. Eu continuava a ser cética e preconceituosa em relação aos chats e seus frequentadores e, cética e vacinada em relação à palavra amor que havia, realmente se transformado em apenas, mais uma palavra no dicionário.

Lá fui eu visitar um chat. Fria, calculista, cética, intrasnponível, totalmente científica tentando entender o que levava tais pessoas àquelas salas e que tais pessoas eram levadas àquelas salas e, totalmente desprovida de qualquer dado de característica, exceto o gênero. O chat virou um laboratório fascinante para mim. As horas passavam sem que eu me desse conta e eu vidrada conversava sobre tudo, amor, amizade, sexo, dor, prazer, idade, envelhecimento, morte, profissões, política, filosofia, viagens, filmes, músicas, sempre super comprometida em ser o mais verdadeira possível em minhas opniões e falas mas sem expor qualquer informação além, sobre mim. Me fascinava ver até onde as pessoas íam, tentar descobrir o que se apresentava de real ou não. Virou praticamente um vício. Muitos homens se fascinavam, pediam pra tc mais vezes, imploravam por um msn, outros claro, só queriam dar uma "saidinha" mas não, eu apensa tc uma vez com cada pessoa sem disponibilizar a menor possibilidade de um vínculo. Minhas salas eram apenas as de faixa etária, jamais sequer de região. E lá ía eu... seguindo, dia à dia, aprendendo um pouco com aquelas pessoas, ainda que fosse aprendendo a descartar o que em nada acrescenta. rs

Assim eu fui até que a vida aprontou uma das suas e me deu uma rasteira. Resolvi entrar junto com um "amigo" e não sei como, ele me convenceu a entrar numa sala de Brasília. Como sempre trocentas pessoas se "apresentaram", dentre elas, tc com um menino super gracinha que estava meio mal e nem de Brasília era. Uma conversa super agradável, apesar do menino ser bem mais novinho e isso o colocar completamente fora dos meus pré-requesitos pra uma conversa. E troquei farpas com um outro alguém aqui de Brasília. Esse sim, completamente fora dos meus requisitos pra uma conversa. Ainda pior, completamente dentro dos padrões que eliminavam qualquer possibilidade de conversa. Ele era de Brasília e buscava conhecer alguém real. Mas enquanto eu trocava farpas por alguns breves minutos, o meu "amigo" teve a infeliz ou feliz idéia de passar meu msn para ele.

Recebi o convite e lá ficou, muito claro pra mim que eu jamais o aceitaria, entretanto, algo me fez não deletá-lo. E lá ficou por meses aquela telinha se abrindo toda vez que eu conectava e eu sempre clicando no "decidir depois". Até que um dia, entrei e surpreendentemente aquela telinha não estava mais alí e sim, aquele nome no topo da minha lista. Gelei, eu tinha feito algo errado, clicado sem perceber..." Pra quê deixei aquela tela alí por tanto tempo ao invés de recusar de cara? Agora teria que deletá-lo." Enquanto esse pensamento passava pela minha cabeça em fração de segundos, a pessoinha do outro lado se manifestou com um "oi", e aí congelei. "Responder ou não?" Respondi antipaticamente e mais algumas farpas foram trocadas em poucos minutos até nos despedirmos com um pedido dele para uma nova conversa. Eu deixei aquele homem ir com a certeza de deletá-lo assim que ele estivesse offline mas, ainda mais uma vez, não o fiz. Além da foto preto e branca de seus lindos olhos algo mais me fascinav. Mesmo entre trocas de farpas aquele homem havia conseguido me prender por algum motivo. "A curiosidade matou o gato." Senti medo. Não do que ele pudesse fazer comigo, não de que ele fosse um psicopata mas senti medo por não conseguir deletá-lo.

E mais uma vez, lá estava ele antes que eu conseguisse deletá-lo. Mais alguns poucos minutos de uma conversa ainda ríspida mas sem tantas farpas. E então, descobri que era o modo como ele me respondia de forma sagaz e à altura mas sem jamais ser grosseiro que estava me fascinando. Então decidi. Ele não sabe absolutamente nada sobre mim além da cidade onde moro, não oferece perigo. É inteligente, sagaz e tem um papo pra lá de interessante. Decidi deixá-lo ficar. Logo nos "esbarramos" um dia, tarde da noite enquanto eu tc com um amigo já mais pra lá do que pra cá. Eu não estava com paciência para tc com ele mas rapidamente ele desviou minha atenção totalmente da outra conversa para ele a ponto do meu amigo perceber e se chatear. Fiz inúmeras tentativas de ir dormir mas estava completamente envolvida pela sua conversa e, de verdade, não me importaria em virar a noite tc com ele mesmo tendo que acordar cedo no dia seguinte. Foi o que praticamente aconteceu porque fomos madrugada adentro. A conversa só se encerrou quando ele disse "não vou mais te prender aqui". E ele, sem perceber, usou a palavra certa porque realmente ele me "dominou" durante a conversa.


A conversa foi inesquecível. Me abri pra ele de uma forma que não me lembro ter feito antes com quer quer que seja mas foi "fácil", ele soube me conduzir e jamais me conheceria mesmo. Apesar de ter mergulhado tanto nenhum dado que desse a possibilidade dele saber quem eu era algum dia foi oferecido à ele. Ao contrário, neguei todos os pedidos dele mesmo com ele atendendo a todos os meus, até mesmo o de vê-lo por foto. O pedido de nos conhecermos negado imediatamente à princípio, ao final da conversa foi posto ainda mais uma vez em forma de desejo e depois de saber que ele tinha inúmeros compromissos  no dia seguinte abri uma possibilidade para a tal data que ele não podia. O pedido seguinte foi o de um número de telefone para que ele pudesse entrar em contato comigo dizendo ter desistido de seus compromissos para me ver. Achei original a forma dele tentar conseguir meu número e impossível a possibilidade dele desistir dos compromissos por saber do que se tratava. Ri, neguei, disse que ele me encontraria online se desistisse e a conversa se encerrou. Fui dormir, agora sim, encantada por aquele homem, por seu jeito, sua conversa, sua forma de pensar. Sua foto não havia me dito nada. Encantada e aterrorizada por tal encanto.


O dia seguinte chegou e, surpreendentemente, desde que acordei até a hora em que saí de casa para encontrar com amigos, desejei que aquele me dissesse ter desistido de seus compromissos. Saí decepcionada. Eu já não queria mais ir para onde estava indo, queria estar com aquele desonhecido. Fui e parando o carro no local do aniversário ouvi o barulho que tanto esperei o dia todo. Sorri espontâneamente, um sorriso gigante e catei meu cel pra conectar ao msn. Droga, não estava conectanto. Entrei e não desisti. Falei com as pessoas e entao consegui ler sua msg me perguntando se eu ainda o buscaria ou se já estava tarde. Minha vontade foi de sair correndo ao encontro dele mas eu não podia, tinha acabado de ficar. Então, pedi um tempo a ele, avisei aos amigos que logo sairia e comecei a tomar conta da hora. Fui mas me atrasei e senti medo que ele não mais estivesse lá esperando por mim. Mas ao chegar ele estava lá, em pé a me esperar. Ri da situação, ri de mim, me deu vontade de ir embora e, mais uma vez, ele foi mais rápido se aproximando do carro quase como se pudesse ler meus pensamentos. Saímos do carro, paramos em algum lugar para conversarmos um pouco até decidirmos para onde irmos e, nos perdemos mais uma vez no tempo. Eu, me perdi no seu olhar, nas suas palavras, na sua conversa e quando nos demos conta um outro dia estava quase amanhecendo. Mas entre um dia e outro, em plena madrugada, como se não houvesse mais ninguém alí, ele me beijou e alí estava o meu Príncipe da Marés.


Não importa até onde a gente vai, não importa que rumo terá essa história, o que sei é que ele é meu Príncipe das Marés e, eu sei que de certa forma, essa história começou alí em "As Histórias de Emília". E não me canso de dizer, obrigada Emíliana pelo meu Príncipe das Marés! Quem sabe um dia não encontro mais do que um Príncipe das Marés...



"As chances de você conhecer a sua metade em um chat na internet?Se essa pergunta me fosse feita há um ano atrás eu diria,zero.Mas hoje eu respondo:todas.E possivelmente pode acontecer algo mágico como aconteceu conosco.Mesmo quem não acredite.Acho que as chances de que algo assim aconteça com quem não acredite sejam maiores ainda,como eu.Nunca me senti tão feliz em minha vida.Todos os dias quando acordo e passo pelo "nosso" computador,beijo a telinha e digo baixinho:Obrigada mundo cibernético por ter me trazido o meu Principe das Marés."
Trecho retirado de: As Histórias de Emília - Amor Virtual (3) O Príncipe das Marés 

PS:  E hoje faz exatamente 1 mês que recebi esse beijo. E "quanto tempo dura o que é eterno? às vezes, apenas um segundo."

domingo, 11 de dezembro de 2011

O tempo



Me perdoem mas não estou conseguindo andar no tempo das obrigações só tenho conseguido caminhar no meu tempo. Eu voltei, de fato, eu voltei. Sinto falta de escrever, sinto falta de voces e sinto desse canto que é o meu espaço, embora virtual, 100% real. Mas a vida por vezes tem me atropelado e então quando ela cede tenho aproveitado o tempo para sonhar, para brincar e até para escrever mas longe, bem longe de qualquer obrigação. O quesito obrigação deixei apenas pro serviço. Para o  tempo das obrigações reservei apenas de 2ª à 6ª de 8:00 às 18:00, o resto é somente, o tempo do prazer. O prazer de ler, o prazer de escrever, o prazer de conhecer... até mesmo o prazer de não ter o que fazer... simplesmente, o prazer! O tempo de viver mas de viver como eu desejo, como eu escolher e nesse tempo, tenho tentado ser mais real e menos virtual. 
Descobri que a vida é muito curta pra gente ter sempre que ter a obrigação de ter o que fazer...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meu ping-pong no blog "As histórias de Emília"

 Emiliana do blog "As histórias de Emília" está se despedindo do seu blog e ofertou a cada um de nós que participamos do seu ping-pong que "roubássemos" nosso breve momento com ela para nosso cantinho, com a única condição que ele viesse fiel ao momento. Eu o fiz, aqui está intacto para que eu possa sempre recordar meu encontro, ainda que virtual com Emíliana.

Tudo o que tenho a dizer, por hora, é: obrigado Emiliana!!!

 

Ping Pong com Camila Chaves 

 

 




(Ela própria já diz a palavra certa para defini-la,"Superação".Quanto mais a conhecemos mais nos encantamos com tanta suavidade,meiguice,e autenticidade.Não vou falar demais para que você tenha o prazer de conhecê-la melhor.O teu conselho eu o uso para mim a todo momento.
Tua participação por aqui foi TRI LEGAL,GURIAZINHA!)

Nome: Camila Chaves Góes
Data de nascimento: 03/11/79
Cidade em que mora:Brasília
Profissão:Psicóloga
Fale um pouco de sua infância: Foi de sonhos. Apesar de todo sofrimento com cirurgias o que ficou na lembrança foi apenas o amor das pessoas ao meu redor e o meu mundo que era cor de rosa.
Um pouco da mocidade: A parte mais difícil porque tive que aprender a lidar com as diferenças que nunca deixaram fazer parte da minha infância. Tive que aprender a lidar com as limitações e com os olhares alheios cheios de dúvidas em relação à deficiência.
Um pouco da vida adulta: Superação. A cada dia, como cadeirante tenho inúmeros obstáculos a superar ainda assim considero a melhor fase da minha vida e me sinto muito bem realizada.
Defina-se: Intensa
Uma mulher para você precisar ter: Sensualidade sem vulgaridade.
O que falta nas mulheres no dia de hoje: Respeito por si
Um homem para você precisa ter: Caráter
Romantismo: Essencial em certos momentos.
Sexo: É vida.
Fantasia: É secreta.
Amor: É o que adoça a vida.
Um desejo: Ter a minha família e a minha casa.
Um devaneio: Ter uma companhia para os meus devaneios.
Uma esquisitice: Passo horas deitada, sem dormir, apenas pensando, sonhando...
Um sonho: Voltar a exercer a minha profissão.
Fofoca(se gosta,faz,conta uma): Não curto embora às vezes participe.
Time do coração: Flamengo
Estilo: Tenho o meu próprio que crio e recrio.(Risos)
O que não gosta em você: Quando saio do tom. Sou uma pessoa difícil de me tirarem do sério mas quando isso acontece geralmente ultrapasso alguns limites.
Nos outros: Falsidade e grosseria.
O que mais gosta em você: Minha sinceridade
Nos outros: Autenticidade,inteligência e senso de humor
Um mico: Sempre que meu sapatinho cai do pé pra mim é um mico. (Risos)
Uma acertada: A escolha da minha profissão.
Deu muito pé na bunda ou levou: Apesar da deficiência, dei mais do que levei.(Risos)
Um segredinho: Morro de medo de insetos.
Politica: Está toda errada.
O mundo em geral: Uma loucura mas uma loucura que eu amo.
Aborto: Era contra mas porque acho que as pessoas devem ter responsabilidade e tomar os devidos cuidados para não gerar uma vida e depois interrompê-la. Mas hoje ao olhar tantas crianças abandonadas, sem ter o que comer, maltratadas... me tornei super à favor. É melhor tirar do que deixar tantas vidinhas jogadas por aí.
Casamento gay: Super a favor também. Todo mundo tem o direito de ser feliz com o parceiro que escolher.
Adoção: Pretendo adotar uma criança tão logo tenha condições financeiras para isso.
Um livro: A Louca e o Santo
Um filme; Como se fosse a primeira vez. Sonho com uma amor nesse estilo...
Seu prato preferido: São tantos...
Lugar preferido: Minha cidade. Rio de Janeiro
Uma mania: Ficar conectada "full time"
Religião: Não sigo nenhuma, acredito em Deus.
Um momento inesquecivel: Todos os momentos de realização. O mais recente, ler "eu amo você" de quem eu tanto desejei.
Um momento que gostaria de esquecer: Meus dias na UTI
Dinheiro é... Necessário
Vaidade é... É bom na medida certa.
O sentido na vida para você: Ser feliz e fazer o máximo de pessoas felizes.
Uma frase: "Viver ultrapassa qualquer entendimento" Clarice Lipector
Uma esperança: Que o mundo se torne mais justo e que as pessoas aprendam a respeitar as diferenças.
Uma verdade: "O pra sempre sempre acaba"
Uma mentira: Para sempre
Família: Pessoas importantes.
Um conselho: Viva cada segundo como se fosse o último.
O que gostaria que o teu anfitrião dissesse ao te receber do outro lado(portal da morte): Pode voltar
Sou uma pessoa que sempre digo : O que importa é ser feliz!!!

Deixe o seu link para que outras pessoas possam conhecer mais você: http://camila-entrequatroparedes.blogspot.com/
 
 
 
 
 


domingo, 4 de dezembro de 2011

Hoje volto mudada



Hoje volto mudada.
Mais sofrida, crescida e, quem sabe até,
mais amadurecida.
Com certeza, mais vivida.
Novos caminhos, novos amigos, novos olhares.
Novos sabores, novos amores.
Caminhos traçados, rumos trocados, destinos mudados e,
taaaantos retalhos.
Retalhos de dores, retalhos de amigos, retalhos de amores.
Um novo bordado.
Menos clareza, menos certezas e outras perguntas, tão novas dúvidas...
Sentidos perdidos, sentidos achados e,
muitos, novos significados.
Hoje volto mudada.
Não de cabelo, maquiagem, vestuário e vocabulário.
Hoje volto mudada por dentro, 
volto mudada por sentimentos
e não no que aparento.
E mudada, eu me reapresento!
















sábado, 3 de dezembro de 2011

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - It's normal to be different!

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"Cidadania e autonômia", nossos atletas paraolímpicos hoje, campeões, realmente inspiram essas duas palavras em todo Brasil mas e todos os outros milhões de anônimos deficientes que habitam o nosso Brasil?! Não deveríamos todos inspirar essas duas palavras? Não deveríamos todos sentirmos orgulhos de sermos brasileiros??? Deveríamos... mas, pena... nosso Brasil de hoje, nos impede de sermos cidadãos e de sermos autônomos.
Sim, eu sou diferente. Sou diferente das loiras porque sou morena. Sou diferente das baianas porque sou carioca. sou diferente das casadas porque ainda sou solteira. Sou diferente das mães porque ainda não tive filhos. Diferente das gordinhas porque sou magrinha. Diferente das altinhas porque sou baixinha. Diferente de quem é cego porque enxergo, diferente dos caminham com as próprias pernas porque necessito de cadeira de rodas. Sou diferente sim e agradeço por isso. Sou singular. Única. Mas nada disso me faz pior ou melhor do que alguém.



Deficiente?! Eu sou!!! E quem não é em algum quesito?!