terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ser mulher!

Eu entrei 2012 tomando consciência de que eu me transformei em outra pessoa, me tornei mulher! Essa mudança foi muito dolorida pra mim, talvez por ter sido um tanto tardia, somente aos 32 anos me dei conta de que sou uma mulher e não mais uma menina. Claro, foi um processo lento, ao longo de anos. Meus últimos relacionamentos, um tanto conturbados, contribuíram muito para isso, as últimas perdas e porque não dizer, as últimas conquistas também? Mas fato é que até então eu sofri muito para me "curar" da minha Síndrome de Peter Pan.
Não é nada fácil se tornar mulher, assumir seus desejos, assumir sua parcela por ser desejada, ter que encarar os medos de outra forma, ter que segurar a barra, "brigar" no trabalho, sonhar e correr atrás dos seus sonhos, lutar para conquistar, dar colo muito mais do que receber, cuidar, ser linda, doce , guerreira, feminina, suave, meiga. Acordar antes das 7:00 porque tem que se maquiar para ir trabalhar e dormir depois das 23:00 porque depois do trabalho tem que ir para análise, tem que ler, estudar, escrever, se divertir, se conectar, comer, dar atenção aos pais, amigos, namorar um pouco, tirar a maquiagem, passar cremes e sonhar um pouco para então dormir. Mas envelhecer e, fatalmente, ter que amadurecer é algo que a gente não pode evitar.
É claro que aos 30 eu já me sabia mulher e não mais uma menina mas aqui falo de algo muito além de idade; falo de atitudes, de responsabilidades, de ter que saber esperar, de ter que saber conquistar, de ter que saber respeitar e não mais gritar, chorar e esperniar. Isso é se tornar mulher, isso é amadurecer. Saber se conter, saber dizer, saber querer.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rede Sarah - Uma crítica construtiva

Foto retirada da internet
Assim que me mudei para Brasília me inscrevi na lista de espera para atendimentos na Rede Sarah lista essa, na qual, pessoas permanecem por anos a fio sem nunca serem chamadas. Sorte minha, em menos de 4 meses uma ligação agendava minha internação no hospital Sarah Centro de Brasília. Lá fui eu em meio ao clima de Copa do Mundo, um pouco triste por perder a curtição dos jogos com os amigos e parentes e, ao mesmo tempo, ansiosa por estar indo rumo ao melhor hospital do país, onde eu aprenderia muitas coisas e sairía de lá "outra pessoa".
Meus pais me deixaram, pulei para minha cama na enfermaria e lá me aquietei com meus novos aparatos. Em minutos já estava desesperada para sair de lá, jamais havia passado minutos sequer em um hospital sem meus pais, menos ainda em uma enfermaria. Pior, aquilo parecia um quartel... tudo certinho demais, limpo demais, organizado demais, silencioso demais... Eu odeio hospital!!! Eu odeio quartel!!!
Recebi uma planilha com minha programação diária. Hora de acordar, de tomar banho, palestras, exercícios, avaliações, horário das refeições, horário de lazer, horário de visitas, mais palestras, exercícios, avaliações, hora de dormir. Lanche em grupo com desconhecidos, almoço em grupo com desconhecidos. Agora parecia um colégio interno. Odeio hospital!!! Odeio quartel!!! Odeio colégio interno!!!
Enfim, horário de visitas, meus pais vieram e pedi, implorei para não ficar. Em meio a muitas negociações conseguimos quebrar as rígidas regras do hospital e eles me liberaram para frequentar o hospital dia. Passaria todos os meus dias lá de 7:00 às 18:00. Seria 1 mês. Para ser avaliada, tratada e "treinada". Então, ao final do dia, lá fui eu embora pra casa feliz porque dormiria na minha cama e, agora sim, animada com o dia seguinte.
O dia seguinte começou e enfim, o "start" foi dado. Tarefas e mais tarefas e mais tarefas... mas eu estava animada.
Depois de alguns anos de vida sedentária e enfraquecida por algumas cirurgias, após os primeiros dias de fisioterapia minha dor chegou ao auge e me dirigi a fisioterapeuta. Disse a ela que estava sentindo muitas dores ao que ela me respondeu "Você vai sentir dores por toda a sua vida, trate de se acostumar com ela, não há o que fazer." Engoli à seco, minha fisioterapeuta no RJ (Carolina Christovão) responderia "Você quer vir até aqui para que eu possa fazer alguma coisa para diminuir a sua dor? Você não pode sentir dor!" Enfim agora, eu deveria me acostumar com a dor.
Mais alguns dias se passaram e em meio a uma palestra sobre "lesão medular e reabilitação" para pacientes recém acidentados ouço a pérola "vocês tem 2 anos para recuperar qualquer tipo de sensibilidade o que não recuperarem dentro desse prazo, podem esquecer!" Opa! Como é que é?! Alguém pode dizer a ela que eu recuperei grande parte da minha sensibilidade nas pernas depois de 20 anos de lesão, quase trinta??? Porque eu engasguei, não consegui dizer. Com que base alguém afirma uma asneira dessas tirando a esperança de tantas pessoas?! Alooowww!!!
Em meus breves momentos pela enfermaria admirava a limpeza impecável, a organização milimétrica, a eficiência impecável, a pontualidade britânica com horários. Impossível qualquer paciente ter qualquer tipo de infecção hospitalar alí, impossível até uma infecção urinária alí (até a quantidade de água ingerida é rigorosamente controlada), impossível deixar de tomar uma medicação, impossível tomar um medicamento trocado. Entretanto também ouvia alguns gemidos e choros baixos. Os pacientes que gemiam, pensava eu, deviam estar se acostumando as novas dores que o acompanhariam agora pelo resto de suas vidas. E os que choravam, deviam estar desesperados tentando encontrar sozinhos um novo significado para suas vidas. Mas no Sarah não há psicólogos?! Me lembro de ter tido uma avaliação psicológica no meu primeiro dia. Onde eles estão?!
Poucos dias depois, minha pergunta foi respondida, estava lá na minha planilha de atividades "Grupo com a psicóloga". E lá fui eu que "adoro" terapia em grupo... não, não era terapia, era pior, era uma aula de como deficientes praticam sexo. Eu podia rir mas a minha vontade, além de sair correndo dalí, era de chorar. Pessoas recém lesionadas que até "ontem" andavam e do dia pra noite se tornaram para ou tetraplégicos, que provavelmente estavam alí imaginando que jamais seriam desejados por alguém estavam alí "aprendendo" a fazer sexo, como se isso fosse algo que se aprendesse em um manual. Pessoas em suas macas, chorando, porque provavelmente não encontravam mais motivo algum para suas vidas; porque provavelmente não conseguiam entender porque aquilo tudo estava acontecendo com elas; porque muitas delas devem ter perdido a fé; porque muitas delas deviam estar morrendo de medo de perder o amor de seus cônjuges, de perder seus amigos... e a psicóloga estava ocupada "ensinando" como fazer sexo. Ela é paga para isso. Ok, as pessoas devem sim, ter a curiosidade de saber como será sua vida sexual desse momento em diante, eu concordo, tudo se torna novo. Eu só não concordo, nem como paciente nem como uma profissional de psicologia, que isso deva ser a prioridade para os pacientes recem lesionados.
Ao fim da 2ª semana, exatamente na metade do tempo pré-determinado, eu fui chamada para receber minha alta e ouvi "Você está de alta, nós não temos mais nada para te oferecer porque você sabe fazer tudo" Eu fui para um colégio ou para um hospital?! Segui o protocolo e me dirigi a fisioterapia para receber alta de lá também e ao me despedir, morando em Brasília há pouco tempo pedi uma indicação de qual seria o mellhor local para que eu continuasse minha fisioterapia. Então ouvi a pérola final: "Você não precisa de fisioterapia, você só precisa de musculação para fortalecer os braços." Como assim eu não preciso de fisioterapia?!?!?! Eu passei 20 anos da minha vida ouvindo de pediatras, clínicos, ortopedistas, neurologistas e fisioterapeutas que eu não poderia passar um dia sem fisioterapia e, de repente, eu não preciso de fisioterapia?! rs. Eu só queria realmente sair de lá.
Sou paciente do Sarah até hoje, faço revisões ou deveria fazer, anuais lá e faço questão de me manter como tal. A Rede Sarah é uma rede de hospitais de Primeiro Mundo e oferece a quem não tem nada um tratamento de primeira linha, com dignidade, seriedade e probabilidade de erro, se não zero, quase zero. Cada passo do tratamento é discutido em equipe, por todos os que acompanham o paciente, todos juntos formam uma unidade, não há desacordo no rumo a seguir. Especialistas excelentes estão alí. Os aparelhos de exame são de última geração. A alimentação de cada paciente é personalizada de acordo com a dieta necessária para ele. O mais incrível, cada profissional que passa no concurso para a rede é obrigado a vivenciar um dia inteiro alguma deficiência para que ele possa sentir e entender as dificuldades das pessoas de quem vão tratar o que humaniza de forma evidente o tratamento.
Deixo claro que minhas críticas em relação a Rede Sarah são apenas de ordem ideológica. A preocupação da Rede é em conhecimento para eles e funcionalidade para os pacientes. Isso, acho pouco para quem pode oferecer mais mas, é só uma questão de ponto de vista, uma crítica construtiva e não destrutiva. De resto, cada vez que entro na unidade me orgulho de saber que podemos sim ter um hospital de nível no Brasil e me entristeço por lembrar que por puro descaso e falta de vontade de autoridades, a rede é única no país, prevalecendo em todos os outros o caos que costumamos assistir nos noticiários dia à dia.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Núzia Brum Entre Quatro Paredes




Nome: Núzia Carla Proença Brum de Oliveira
Apelido ou como gosta de ser chamada: Bia
Idade: 35
Signo: Libra
Profissão: Estudante de Medicina Veterinária
Time: Grêmio

Eu sou: muitas.
Eu tenho: sonhos.
Eu desejo: mais.
Eu odeio: pepino.
Eu escuto: vozes.
Eu preciso: Libertação Animal.
Me dói: a saudade.

Um sonho: salvar todos os animais.
Um segredo: sou um túmulo.
Um medo: de barata.
Uma experiência: morar em NY.
Uma conquista: a sanidade.
Uma saudade: meu mundo perfeito.
Uma música: Free Me
Um filme: Perdas e Danos
Um livro: Caim – José Saramago.
Uma citação: “As pessoas sofridas são perigosas, porque sabem que podem sobreviver”

Amor: Coração.
Paixão: escrever.
Felicidade: resgatar animais.
Tristeza: faz parte da vida.
Solidão: momentos.
Traição: ponto de vista.
Morte: vida.
Vida: morte.
Sucesso: é bom.
Sorte: acompanha a determinação.
Inspiração: várias.
Fim: recomeço.
Para sempre: Libertação Animal.
Religião: Bruxaria.
Milagre: viver.
Natureza: preservar.
Poesia: viva.

Lugar: NY.
Casa: segurança.
Cozinha: Vegana.
Comida: Picante.
Bebida: gelada.

Você: alguém.
Uma qualidade: sinceridade.
Um defeito: ansiedade.
Sua vida: metamorfose ambulante.
Família: escolhas.
Pais: o mundo.
Casamento: acontece.
Filhos: ainda não.
Irmão: meus amigos.
A pessoa certa: a que estiver comigo.
Amigo: Você.
Alguém que admire: minha tia.

O que te faz sorrir: meus bichos.
O que te faz chorar: maus tratos aos animais.

Algo a dizer: "Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Nesse dia um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade."
Leonardo da Vinci (1452-1519)

Entre Quatro Paredes: tudo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Recebendo Núzia Brum em "As vezes me pergunto os porquês..."

Núzia... o que dizer?! Nenhuma palavra pode traduzir o significado dela pra mim, nenhum sentimento traduz o que sinto por ela. Amiga? Irmã? Muito mais do que isso! Quantas brigas horríveis já tivemos, quantas palavras duras já trocamos mas nunca, jamais, deixamos uma a outra. Foi ela quem primeiro me enxergou, foi ela quem primeiro brigou por mim e depois me ensinou a brigar. Brigou comigo também, gritou, esperniou mas nunca me deixou. Quantas noites sem dormir enxugando lágrimas uma da outra, quantas perdas compartilhadas, quantas vitórias comemoradas lado a lado... isso não há tempo nem distância que apague.
Durante anos brincamos nos denominando "Criatura e Criadora", respectivamente, eu e ela, hoje, falando sério, reconheço em mim muitos traços dela. Sinto sua falta ao meu lado dia a dia e sinto falta de poder amapará-la nos momentos difíceis.
Muito obrigada Núzia, por todos esses anos na minha vida, me ajudando a construir a minha história e por aceitar meu convite por "livre e espontânea pressão".  E à vocês, entrego o texto dela que sempre teve o poder de me emocionar com suas palavras ditas e escritas e que, por tantas vezes me "obrigou" a escrever. Hoje fui eu quem a "obriguei" meio "sem querer" mas vocês nem vão perceber...rs

As vezes me pergunto os porquês...



Às vezes me pergunto porquês “Deus” tirou tanto de mim. Começou levando a minha avó para sempre, depois meus mais queridos amigos foram seguir suas vidas longe, não faz muito tempo também levou a minha mãe para sempre; sobrando só eu e minha tia. Seria suficiente, porque ela é maravilhosa, se todos esses também não fizessem uma falta enorme.

É claro que quanto à morte não há mesmo o q fazer, me conformar é a melhor saída. E os amigos, nunca o deixarão de ser, ainda que longe estejam. Mas, eu sinto muita falta. Falta de tê-los sempre por perto, presente emocional e fisicamente em minha vida. Sinto saudade de viver naquele mundo perfeito e confortável. Eu era feliz, realmente, e não sabia.

Hoje, as escolhas na vida, o ritmo corrido, a falta de tempo e de grana não me permite estar com as pessoas que contribuíram pra que eu seja quem sou hoje. Não abri mão deles por escolha, a vida é que tem de suas artimanhas.

Viver é morrer todo dia, até que um dia não se vive mais. E era tão mais fácil viver e morrer cercada da certeza da presença, do abraço e do riso. Era mais fácil entender que as coisas tinham fim, mas apenas até o dia seguinte.

Sei que hoje também tenho bons amigos ao meu lado, mas eu queria que fossem todos. Mas, se cada pássaro vai construir seu ninho em um galho, assim também são os amigos. As distâncias geográficas são mera ilusão, no coração é tudo perto. Todos vivem felizes nesse condomínio feito de músculo e sangue, sístole e diástole. Eu às vezes só queria entrar dentro dele e encontrar cada um que se foi de um jeito ou de outro, novamente. Pra abraçar. Abraçar tão forte quanto fosse possível. Abraçar sem dizer nada, pois o eu te amo vem gravado na alma. E me sentir protegida e segura novamente. Eu voltaria renovada.

As vezes me pergunto...

Na maioria das vezes tenho certeza. Os amigos que fiz e ficaram no condomínio do coração, são a força que vejo nos olhos da minha tia, a doçura em suas palavras, o riso em abraço. Eu tenho todos eles na minha tia. Minha amiga e família. E não posso não me ver abençoada. Tenho todos eles numa só e ainda dentro do peito.

Mas, fazem falta. Ah se fazem! Enchem a casa, fazem barulho. Criticam seus gostos e suas idéias, mas não te abandonam por nada no mundo. Tenho amigas que estão em outro estado, amigos em outros países. Mas, se eu pudesse, traria todos de volta e colocava cada um em um quarto, junto comigo, minha tia e meus bichos. Fechava as portas, mas não trancava. Era só pra não entrar um vento frio e apagar o fogo do café. Mandava fazer uma placa escrito: Meu Mundo Perfeito, pra botar no portão. Todos seriam bem vindos, mas esses sempre serão especiais.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Garota da Capa Vermelha

Versão adulta e moderna da Chapéuzinho Vermelho dos meus tempos de criança. Apenas um filme rasoável para se assistir numa tarde de domingo. Para mim não se encaixa nem na caegoria de suspense, nem terror e nem romance.

Sinopse:
Na Idade Média, a jovem Valerie vive num vilarejo assombrado por um lobisomen e enquanto planeja fugir com seu amado de lá sua irmã é morta pelo animal, o que impede seus planos. A trama se desenvolve na busca pelo lobisomen para que o vilarejo se salve.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passado presente

Foto retirada da internet


Nas primeiras semanas de 2012 reclamei um pouco de tanto passado que se fez presente de repente. Em todas as previsões lidas por mim, relativas a 2012, referentes ao meu ano pessoal ou genéricas para o meu signo ou mesmo aquelas que abrangem o significado geral do ano contava algo do tipo, "ano de virada de páginas", "de pontos finais" e coisas do tipo. Idependente de qualquer previsão eu coloquei o meu ponto final em 2011 e comecei 2012 certa de que o passado havia ficado no livro finalizado. Ledo engano! Me referindo apenas a relações homem X mulher, reapareceu somente até hoje 1, 2, 3, 4. dentre estes, de fato, apenas um é o problema e, lei de murphy, como não poderia deixar de ser, é o que tem se feito mais presente. Reclamei, reclamei, reclamei. Quando, de repente, enxerguei! Eu não tenho do que reclamar!!! Eu tenho que agradecer. Todos os dias quando acordo, está lá aquele homem por quem me apaixonei, por quem eu sofri, por quem eu me estilhacei ao meu redor, me lançando olhares, palavras... me cercando, se reaproximando. Não, eu não quero mais nada com ele, não enxergo mais nele o homem por quem me apaixonei, o homem em quem acreditei, o homem pra quem eu me entreguei. Mas o bem que ele me faz hoje... não, não falo de ego mas não nego que faz um bem danado ver um metro e oitenta e três de um belo homem, cobiçado por tantas mulheres, e por quem eu tanto chorei, querer consertar o que estragou, voltar a me dar valor e correr atrás de quem por um tempo ele esnobou. Agradecer um sorriso, cantar pra mim, fazer graças e barulhos somente pra ganhar um olhar... Mas o bem que ele me faz hoje vai ainda muito mais além! Hoje eu agradeço porque a cada vez que o vejo alí ao meu redor, eu vejo que o mundo realmente dá voltas. Faz bem saber que eu realmente posso conquistar o que eu quiser por mais que o mundo inteiro me diga que não, ainda que o próprio diga não. Faz bem saber que eu faço falta, que um sorriso antes banalizado um dia se torna digno de agradecimento. Mas o bem ainda vai além. O principal é que ele me oferece a oportunidade de relembrar os meus erros a cada dia para que eu não os cometa novamente. E isso, já me foi muito útil, no exato momento em que descobri, desviei os rumos da história que agora eu quero viver. E mais uma vez, como em um dos últimos posts de 2011, obrigada à você!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Como conquistar um homem?

 
Imagem retirada da internet
 
 
Aprendi que essa pergunta é o primeiro passo para que tudo dê errado apesar de ser praticamente impossível não se perguntar. Quem quando está apaixonado não quer fazer tudo certo? Pois é aí, onde mais uma vez, se encontra o erro.
Já pararam pra perceber que quando a gente não tá nem aí pra ninguém tem sempre um monte de gente atrás? Os homens são assim, correm atrás de quem não dá bola??? Acho que não! Cada dia mais tenho pensado sobre isso e tenho aprendido sobre isso nas minhas relações. Acho que o problemas pode estar em nós, ou pelo menos, no meu caso, identifiquei que ele está em mim.
A beleza de cada um está no seu jeito único, singular e se alguém chegou até você é porque o seu jeito agradou. Até aí, tudo ótimo, o problema é quando deixamos de acreditar nisso. Quando o interesse passa a ser recíproco e começamos a tentar agradar, começamos a tentar ser mais... quem disse que o cara quer mais??? O cara quer a mulher que ele viu, conheceu, se interessou e gostou. Mas nós sempre achamos que é pouco, temos que oferecer mais e aí, deixamos a beleza da nossa simplicidade de lado.
Apesar de cadeirante, não tenho do que reclamar, tenho alguns e não são poucos caras interessados em mim mas, fracassei no meu último envolvimento e estava prestes a fracassar no atual. Me pus a me perguntar o porquê e, enfim, encontrei. Deixei de ser leve procurando ser perfeita. Me tornei pesada e ninguém quer peso. A perfeição cansa e nos engessa. Dessa vez, me dei conta a tempo, retornei, me reencontrei e junto à mim o olhar encantado do homem que hoje, eu quero ao meu lado!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Tenha ele Cami... vc pode!

Cena da novela Viver a Vida


As vezes é difícil estando numa cadeira de rodas encontrar um homem lindo, cheio de vida, "perfeito" (digo, sem deficiência física), inteligente, divertido, que trabalha, tem seu carro, sua casa e acreditar que ele pode ser seu. Mesmo com as pessoas me dizendo que sou linda, inteligente, carinhosa, educada, divertida, com uma "cabeça ótima", independente tanto no meu dia a dia como financeiramente... mas há tantas mulheres lindas por aí e sem nenhuma deficiência aparente, com tudo o que eu tenho a oferecer, algumas com mais outras com menos. Natural. O que levaria qualquer homem então a escolher uma deficiente? O amor! Eu mesma posso dizer que já tive e, na realidade, sempre tenho muitos homens interessados em mim. Sem falsa modéstia, digo que quando escolhidos por mim, sempre tive os mais bonitos, os mais desejados, os mais disputados. Nessa matemática, posso dizer ainda que disse muito mais nãos do que tive o desprazer de ouvir. Mas que tipo de relacionamento eu tive com esses homens?! Nenhum foi eterno, haja visto que estou aqui livre, solteira... terminados por mim ou não, fato é, que findaram. Mas será que algum desses homens algum dia sonhou se casar comigo? Construir uma família? Mas há tantas mulheres lindas por aí e solteiras... será que algum dia algum homem sonhou casar-se com elas?
Sim, eu já namorei alguém por 3 anos e meio e acredito que esse alguém me amou. Mas olho para os lados, olho ao redor e me pergunto... quantos deficientes tem por aí, casados, felizes, realizados, se relacionando? Eu procuro e conto nos dedos, atualmente, 2 dentre tantos que conheço. Preconceito?! Parece chocante dizer, ouvir... afinal, ninguém pensa "não vou me apaixonar por aquela pessoa porque ela tem uma deficiência", não. Mas o tal do amor, ele nasce da convivência, ele nasce do conhecimento, ele nasce do se deixar encantar... e algumas pessoas, simplesmente, não se permitem chegar tão perto, enquadram os deficientes numa categoria de assexuados e é ai, onde se encontra o preconceito. Alguns outros desejam mas não tem coragem de se expor perante a sociedade com alguém que representa "menos" em dias que somos julgados muito mais pelo que temos do que, pelo que somos. Isso torna ainda mais uma vez, tudo mais difícil para nós e aí, como tudo na vida tem dois lados... por um lado, se torna mais difícil encontrarmos nossa já tão em falta no mercado "alma gêmea" mas pensando bem, alguém que nos evita previamente não é digno de nosso sentimento e nos faz um favor em se retirar de fininho da nossa vida. Por outro lado, o nosso "amor" quando encontrado se torna um tantinho mais qualificado, afinal, não é qualquer um que encara tudo isso pra ficar ao nosso lado.
E, semana passada, em uma conversa descompromissada com um homem que tantas vezes já se mostrou interessado mesmo sendo casado, me lamentando por um "outro alguém" que parece estar se retirando, ele me diz:

"tenha ele Cami...vc pode!!
mas vc pode ser muito mais do q isso pra ele..pra mim..pra qq homem
vc sabe disso
as vezes acho que não sei (eu disse)
vc eh maravilhosa"

E esse homem é daqueles que não deixa nada a desejar, atraente, médico, com a sua vida estabilizada, pai de uma menininha linda recém-nascida, casado com uma mulher linda de corpo e de rosto, também com a vida estabilizada, segura e inteligente. Esse trecho da conversa se fez surpreendente porque tem momentos em que nem mesmo nós conseguimos acreditar no que somos capazes de escutar. Esse homem me diz com todas as letras que eu posso ser o mesmo que a perfeita esposa dele, tanto pra ele quanto para qualquer homem. Nesse momento, o preconceito estava em mim porque até então, era eu quem não estava conseguindo acreditar que eu podia sim ter um lugar na vida de quem eu tanto queria conquistar.
Esse texto foi escrito não para me lamentar mas apenas para dizer que não adianta negar, por mais lindas que sejamos sempre será mais difícil sim pra nós, encontrar alguém para compartilhar uma vida e uma família. Esse preconceito é velado mas tão arraigado que por vezes se manifesta até em nós. No entanto, nós podemos sim um dia tudo isso conquistar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ly Mello Entre Quatro Paredes




Nome: Aline
Apelido ou como gosta de ser chamada: Ly
Idade: 36 anos
Signo: sagitário
Profissão: oficial administrativa
Time: Não sou o tipo de pessoa fanática por futebol, mas sempre torço pro vasco pro marido ficar feliz!
Como o blog começou: Começou como um diário, mas como tudo na vida muda, agora ele é de tudo um pouco.

Eu sou: Feliz
Eu tenho: uma família linda
Eu desejo: saúde
Eu odeio: ingratidão
Eu escuto: Bons conselhos.
Eu preciso: falar menos.
Me dói: não poder ajudar

Um sonho: um mundo sem violência e pobreza
Um segredo: xiiiiiiiiiiiiiiiii, segredo!!! rsrs
Um medo: violência
Uma experiência: a vida é uma experiência
Uma conquista: minha família
Uma saudade: de quem já partiu
Uma música: Gosto de muitas, mas a tradução de Firework é sensacional.
Um filme: Para sempre ao seu lado
Um livro: A Bíblia
Uma citação: "As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos." Clarice Lispector

Amor:  O maior ensinamento!
Paixão: Sentimento que te faz lutar por algo.
Felicidade: Fazer o bem.
Tristeza: Ver o sofrimento alheio sem poder ajudar.
Solidão: Faz parte do processo de amadurecimento.
Traição: Ingratidão.
Morte: Difícil de aceitar.
Vida: Um presente!
Sucesso: O segredo do sucesso é não tentar agradar à todos.
Sorte: "Homens fracos acreditam na sorte. Homens fortes acreditam em causa e efeito."
Inspiração: Viver é uma inspiração.
Fim: Pode ser o começo ...
Para sempre: É pra sempre.
Religião: Meu lado espiritual independe de religião!
Milagre: A vida!
Natureza: Presente de Deus.
Poesia: Ver a vida com outros olhos.

Lugar: Búzios.
Casa: Aconchego.
Cozinha: Prefiro à dos outos. Haha.
Comida: O que vier eu traço.
Bebida: Guaraná Antártica.

Você: Sou única, como todo ser.
Uma qualidade: Compaixão.
Um defeito: Sou impulsiva.
Sua vida: Cuidada por Deus.
Família: Meu tudo.
Pais: O alicerce.
Casamento:  Começo de uma nova vida.
Filhos: Minha vida
Irmão: São os que a vida te dá!
A pessoa certa: Meu marido.
Amigo: É coisa pra se guardar.
Alguém que admire: Meu pai
 
O que te faz sorrir: Ver as pessoas que amo felizes.
O que te faz chorar: perder alguém

Algo a dizer: Respeitem as diferenças!!!

Entre Quatro Paredes: Vale tudo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Recebendo Ly Mello em "Joanna"

Eu estava para escrever um texto sobre o tema quando vi uma postagem da Ly no Facebook falando exatamente desta indignação... Não que eu ache, de forma alguma, que não devemos proteger nossos animais e, sei, que nem a Ly. A questão pra mim é defender quem não pode se defender por conta própria e a indignação é, não entender porque a mobilização é tão grande quando se trata de um animalzinho e tão menor quando se trata de uma criança. Eu poderia escrever páginas e páginas sobre a minha indignação mas quando olhei a postagem da Ly, não vi alí uma mulher como eu se colocando, vi uma mãe e imaginei o quão maior não deve ser a indignação de alguém que tem um bem maior como o que a Cris (mãe da Joanna) perdeu. Não estava errada, acredito que o texto da Ly possa fazer com que além de pensar sintamos um pouco da dor, eu senti. Ly mais que uma mãe é também amiga da mãe que perdeu sua pequena Joanna.
Obrigada Ly por se dispor a falar de um tema tão doído pra você. Obrigada pela reflexão que você nos proporciona, indo além do racional.


Joanna



Hoje estou fugindo um pouco do que costumo falar no meu blog, e por isso, peço que me dêem um desconto para que não seja mal interpretada em poucas linhas.
Nos últimos dias temos muito ouvido em maus tratos contra animais, coisa que sou completamente contra, mas me causou um espanto grande ao ler uns dias atrás, que a petição pública pedindo a punição da “enfermeira” (se é que podemos chamar de enfermeira, alguém capaz de tirar a vida de um ser), constava com mais de 235 mil assinaturas, enquanto a petição pública da pequena Joanna Marcenal, que faleceu vítima de maus tratos, com muita luta, atualmente consta com 6.964 assinaturas.
Qual a motivação das pessoas? Joanna era uma criança de 5 anos que foi torturada durante dias, amarrada, sofrendo queimaduras e longe das pessoas que mais a amavam e em quem ela confiava. Confiava tanto, que mesmo em estado grave, ao ser tocada por sua mãe na UTI, seu corpinho muito debilitado reagia aumentando a temperatura. Confiava tanto que esperou sua mãe chegar para partir, mas não sem antes dar um adeus.
Toda vez que leio o blog do Caso Joanna, choro demais, não consigo dormir. Tenho vontade de abraçar meus filhos e proteger desse mundo. Sinto a dor da Cris, mãe da Joanna. Sinto a dor de Ana Carolina, mãe de Isabella. Sinto a dor de tantas mães desconhecidas, e peço à Deus que jamais me deixe ser uma delas.
Um caso precisa ter repercussão nacional para que as pessoas clamem por justiça? Quantas crianças e animais estão sofrendo neste momento, e nós podemos ajudar, mas não nos mobilizamos?
Qual nosso papel na sociedade? É o que me pergunto sempre, seja num momento como esse, seja quando vejo alguém ultrapassar um sinal vermelho, não respeitar vagas preferencias, faixas de pedrestes, filas.
Conheçam a história de Joanna => http://casojoannamarcenal.blogspot.com/

Nos ajudem assinando a petição pública.
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N4961

"Nada pode apagar a passagem da Joanna neste mundo. Nem a dor de sua perda. Nem o amor que plantou em sua mãe.
Nada pode trazê-la de volta. Nada.
Mas podemos lutar para que outras Joannas não sejam vítimas de uma injustiça.
Todos os dias."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Villa Milagro

Foto retirada da internet

A Vila Milagro é uma tradiconal pizzaria de São Paulo que chegou em Brasília há dois anos esbanjando qualidade. Suas pizzas retangulares feitas em forno a lenha, na minha opnião, estão entre as melhores da cidade. Destaque para a Marguerita entre os sabores já experimentados por mim.
O lugar super aconchegante e agradável acolhe super bem tanto um papo reservado entre amigos, como um momento romântico a dois e, ainda, uma comemoração mais animada.
O preço não é barato mas juntando qualidade, ambiente e atendimento, vale! Fica a dica!


Vila Milagro
SCLN 115/116 - Bloco A - Lojas 18/20
Tel: (61) 3273-7622

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário!!!



Feliz aniversário!
O amor se transformou em dor e hoje eu já nao sei mais qual o sabor, ou se apenas não sinto mais o desabor. A raiva passou, o corte cicatrizou e você ficou.
Durante muito tempo eu quis nunca mais te ver. Durante muito tempo eu quis te esquecer.  Hoje eu consigo sorrir pra você, rir de você e rir com você e isso só me mostra que eu continuo a amadurecer. O sorriso que te dei foi sincero, o abraço que te dou é sincero. Entre nós um vínculo ficou. Afinal, você me transformou em mullher e uma marca dessas não se apaga, você não se apagou.
E hoje, no teu aniversário, eu te desejo que um dia você possa amar alguém, possa amar como eu te amei. Não para sofrer, chorar ou se lamentar mas apenas para que você possa se transformar no que há de bom em você. Para que você possa entender que não precisa se esconder, aparentar ser, você pode e deve ser, apenas você. O homem doce, carinhoso, sensível, que chora que tem medos e desejos e não esse que passa por cima de todos por medo de sofrer. Sorria mas sorria de verdade, sorria por dentro e não esse sorriso congelado de quem quer aparentar uma felicidade que não tem. Se deixe ir sem ter que ser puxado. Se torne ao menos uma vez um homem leve como um homem apaixonado. Ame e se deixe ser amado.
Eu te desejo apenas, um feliz aniversário!!!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Gargalhadas

Imagem retirada da internet
Eu sou feita de risos, risos incontidos. Adoro rir! E quando me perguntam o que um homem tem que fazer para me conquistar, eu sempre respondo "me fazer rir". Adoro piadas inteligentes, brincadeiras bobas de crianças, gargalhadas dobradas, risos em momentos "proibidos", sarcasmo na medida, respotas idiotas... já ganhei o apelido de "Boneca Risinho da Estrela", já me disseram que eu vim com defeito de fábrica, já me perguntaram onde fica o meu botão de desligar e até se eu uso drogas. Já tive crises de riso onde não deveria e onde não poderia. rs
E eu encontrei minha alma gêmea! Gargalhadas perdidas em meio a papos cabeça, alfinetadas inteligentes que dispertam o riso ao invés da raiva, crises de riso com as bocas coladas e até em meio as preliminares elas não são contidas.
Quase perdi tudo isso... insegurança, o dia a dia, os problemas, a correria... e o riso, a graça, a gargalhada dobrada estava se perdendo. Sem me dar conta, nós estávamos nos perdendo. E foi em meio a uma madrugada, meio inesperada que quando o vi gargalhar percebi o que entre nós não pode faltar. Mais do que o olhar, era a sua gargalhada que eu queria reconsquistar!


"No fim de sua vida, conte quantas vezes você gargalhou intensamente até que seu corpo formigasse e sua mente fosse incapaz de fazê-lo parar aquele ciclo de risos sem sentido... Olhe para o lado e pense em quem esteve ao seu lado em cada um desses momentos, ou no único. E aí você saberá que, de fato, te fez feliz de verdade e acima de qualquer coisa..." (autor desconhecido)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Seguir, simplesmente seguir...

Foto retirada da internet

Boa parte do ano de 2011 eu passei tentando me desvencilhar de algumas situações, uma especificamente se arrastou por quase todo o ano mas saí. E ao final do ano então esta foi uma das promessas feitas à mim por mim mesma, determinei que uma das metas que eu seguiria seria não me manter presa a situações estagnadas. Quero caminhar, em qualquer que seja a direção, deixar a energia fluir, a vida seguir.
Mal o ano começou e me vi alí, paralizada, estagnada, com medo, repetindo os mesmos erros. Por medo. Medo de perder? Perder o que se eu não arriscar sequer poderei perder pelo simples fato de não ter. Não, essa não é a Camila que eu quero em 2012 e não, essa Camila não vai existir.
Lá fui eu, agi, sem certeza, com medo e fiz besteira! Baixei a cabeça de novo mas então foram apenas 48 hrs e disse pra mim, "eu quero seguir". Ou a situação segue comigo ou ela fica alí mas eu vou seguir. Então agi, sem medo, sem erro, sem um script para seguir eu só queria conseguir seguir. E então, fui certeira, consegui, confiante em mim, me movi e então não perdi!!! E eu sei que eu não perdi porque eu não me perdi em momento algum. Era eu quem estava alí e se era eu, o caminho fui eu quem construí...
Sei que vai ser difícil mas cada vez que eu me ver paralizada eu vou me esforçar pra seguir e completar a caminhada mesmo sem saber onde vai dar. Essa é a Camila 2012!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Viviane Pereira Entre Quatro Paredes




Nome: Viviane Pereira Macedo
Apelido ou como gosta de ser chamada: Vivi
Idade: 34
Signo: leão
Profissão: Dançarina
Time: Vasco
Como o blog começou: Com incentivo de uma amiga
Blog:  vivianemacedo.wordpress.com

Eu sou: Livre para viver a minha vida
Eu tenho: Vontade de viver intensamente a vida
Eu desejo: Que todos os meus amigos e família sejam felizes
Eu odeio: Hipocrisia
Eu escuto: Muito rádio de música popular brasileira
Eu preciso: amar e ser amada
Me dói: Ver a preguiça vencer

Um sonho:  Dá oportunidade a todos de dançarem pelo menos uma música
Um segredo:  Esse não posso contar...rsrss
Um medo:  Perder minha família
Uma experiência: Conhecer pessoas pelas salas de bate papo
Uma conquista: Minha profissão de dançarina
Uma saudade: Do meu amor
Uma música: Ela é carioca ( Tom Jobim)
Um filme: Comer, rezar e amar
Um livro: Transformando suor em ouro 
Uma citação:  "Seja em você a mudança que quer para o mundo" Frase de Ghandi

Amor: Minha profissão e minha família
Paixão: Comer chocolate
Felicidade: Dançar sempre mesmo de olhos fechados
Tristeza: Ver pessoas sem teto na rua
Solidão: Terminar a vida assim é triste.
Traição: Não vale a pena
Morte: Inevitável
Vida: Não ter vergonha de ser feliz
Sucesso:  Lutar e vencer a vida
Sorte: Meus amigos
Inspiração:  Espetáculos de dança
Fim:  Mudar de casa
Para sempre: Um grande amor
Religião: Espírita Kardecista
Milagre: a vida
Natureza: o mar
Poesia: Chico Buarque (várias)

Lugar: Rio de Janeiro
Casa:  Local de recarregar as energias
Cozinha: Fora do tempo de TPM  é saudável
Comida: Macarrão com linguiça
Bebida: Martini

Você:
Uma qualidade: Ser alegre
Um defeito: impaciente
Sua vida: Maravilhosa!!
Família: Muito importante na minha vida
Pais: Não sei explicar
Casamento:   De forma natural
Filhos: um aprendizado
Irmão: Minhas grandes amigas
A pessoa certa:  Meu namorado
Amigo: Fábio
Alguém que admire:  Ana Claudia Monteiro
O que te faz sorrir: Dançar num baile
O que te faz chorar:  Ficar longe dos meus amigos no meu aniversário
Algo a dizer:  “O lar é, em realidade, a primeira escola da vida física, e a família é o mecanismo superior para a valorização da harmonia em nossa existência.
Entre Quatro Paredes:  Um blog interativo e com o nome criativo. Quero receber por e-mail quando postar um novo texto.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Recebendo Viviane Pereira em "Experiências de Salas de Bate Papo"

Viviane é uma amiga muito querida de muitos anos, mais de 10. E foi ela a primeira deficiente com quem convivi e foi ela quem me apresentou um mundo de pessoas com deficiências, iguais a mim. E foi com ela que em muitos pontos só então aprendi a lidar com a minha deficiência. E foi com ela, já aos vinte e poucos anos que levei meus primeiros tombos na cadeira, que aprendi a cair e me levantar, que aprendi a "me dirigir", que aprendi a me enxergar como sou, que aprendi a dançar e que enfim, ganhei asas pra voar.
À essa amiga devo muito e ela sempre tem mais a me ensinar. Deixo agora que compartilhem um pouquinho da vivência desta que tem tanto o que contar. E à você Vivi, meu muito obrigada por toda a nossa história nesses mais de 10 anos e por esse texto pra nos fazer pensar.






Eu quero contar um pouco sobre a minha experiência em conhecer pessoas na sala de bate papo para vocês. Eu tenho história desde muito engraçadas até as chatas.
Eu passei a freqüentar essas salas para fazer um estudo e saber como seria para as outras pessoas conhecer uma pessoa com deficiência sem saber que ela é deficiente. Eu me surpreendi com a aceitação da galera.  Primeiro eu entavai nas salas de bate papo e não me identificava de cara como uma pessoa com deficiência. Eu queria conhecer as pessoas pela conversa primeiro e ver se valeria a pena continuar o papo ou não. Nestes casos procurei mostrar sempre a pessoa antes da deficiência e deu certo.
A maioria das pessoas que me interessava pelo papo, não se importava com a minha deficiência, explicava que cada pessoa tinha uma deficiência física e que a minha se apresentava pelo uso de um aparelho ortopédico e uma muleta. Elas diziam que isso não era problema.  Fiz muitas amizades e tive até alguns namoros através destas salas, mas o que me interessou foi quantificar o número de pessoas que achava natural a questão da deficiência.
A maioria  destas pessoas nunca tinham nem sequer conhecido uma pessoa com deficiência e procuravam uma pessoa para bater um papo agradável e leve para descontrair.  Lógico que encontrava algumas pessoas interessadas em apenas sexo e essas pessoas nem prosseguia com o papo, elas eram muito diretas neste assunto.
O importante para descobrir se a pessoa te atrai ou não, é conhecer a pessoa com uma boa conversa e motivar essa pessoa a te conhecer pessoalmente. Quando descobrem  que  a pessoa com deficiência não é nenhum E.T, ou seja, essas pessoas saem de casa, trabalham, dançam e namoram como qualquer outra pessoa disposta a viver a vida, tudo se tornava mais leve. Muitas pessoas comentavam que outras pessoas sem deficiência não tinham tanta disposição para a vida e que isso fazia diferença. Eu tenho um grande amigo que conheci na internet, o Fábio, ele dizia que o que nos uniu foi a arte. Ele na sua arte de fotografar  e eu na minha arte de dançar. Foi um papo super agradável desde o início que dura até hoje e somos grandes amigos.
Conhecer pessoas com um papo agradável sempre vale a pena!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Fera

Sinopse:

A Fera. Uma versão moderna do clássico infantil A Bela e a Fera. Kyle Kingson é um jovem belo, rico, inteligente porém cruel que é amaldiçoado por uma colega após humilhá-la para que se torne tudo o que despreza. A partir desse momento, o rapaz tem o prazo de um ano para conseguir fazer com que alguém o ame de verdade, o que ele mesmo considera impossível.


Para mim o filme deixou um pouco a desejar, poderia ter explorado pouco mais alguns temas para tornar-se um pouco mais denso. Mas quem disse que ele deveria ser denso?! Que foi feito para ser denso?! Ninguém, era apenas meu desejo naquele momento já que aborda um tema que nos permite tantas reflexões. 
O filme nos permite pensar onde nos leva a Disnatia da Beleza que vivemos hoje. A lugar algum, fica claro. Não é a beleza exterior que nos faz ser amados, essa pouco importa quando o assunto é amor!
E mais importante do que isso, nos remete a pensar o poder do amor e da falta do mesmo. Nos escancara a visão de no que nos transformamos quando não conseguimos ser amados e a transformação que ocorre quando o sentimento vem.
Encontrei à mim e a mais duas pessoas no filme. Eu vi a fera que infelizmente eu não consegui transformar e que hoje eu olho e procuro, procuro, procuro mas não consigo nem mais enxergar sua beleza externa depois de conhecer seu interior tão feio. Embora eu ainda sinta que um dia ele possa se tornar lindo por dentro não fui capaz de fazê-lo perceber durante todo o tempo em que o amei. Mas desejo que um dia alguma bela consiga.
E enxerguei a ele, minha fera que jamais foi fera. Eu apenas não avistei sua beleza externa ao lhe conhecer e hoje, sou capaz de me perder por horas a lhe admirar. Sua beleza interna e externa são de igual extensão, se tornando uma o mais fiel reflexo da outra. Hoje pra mim é uma das pessoas mais belas pra se olhar.
E à mim, quando a Fera prestes a deixar sua Bela partir lhe diz que não acreditava que ela pudesse lhe amar por sua aparência aterrorizante mas que sabe ter se enganado por ela não ser esse tipo de pessoa. Foi impossível não pensar em quantas pessoas não deixei passar simplesmente por não acreditar que pudessem me amar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Eu vi um homem apaixonado - continuação.

Foto retirada da internet


Lembram-se do casal cuja história contei aqui? Do homem que abandora seu cargo recém assumido para retornar aos braços de sua amada? Pois bem, essa semana foi a despedida definitiva, eles se foram. Eu não pude ir, como gostaria... não só para me despedir de uma pessoa querida mas, principalmente, para celebrar o amor, um amor tão bonito e raro nos dias de hoje. Preciso beber dessa água, preciso ver, preciso estar perto para poder crer.
Eu não fui mas ele foi até mim se despedir e lá chegaram os dois de mãos dadas e com um sorriso que nem era preciso dizer nada. As mãos entrelaçadas compensavam a dor da partida. e lá se forma os dois, de volta pra casa, ele rumo a incerteza profissional mas com a ceteza de estar de volta com o seu amor.
Mais uma cena pra eu guardar e lembrar sempre que a vida quiser me fazer desacreditar!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A vida não é um setting analítico!

Lacan. Foto retirada da internet


Via de regra as pessoas afirmam que a minha vida se tornou mais fácil depois que me formei em psicologia e me especializei em psicanálise. Algumas até, tentam me impor a obrigação de não ter problemas (como seria bom... rs). Eu, sem pestanejar, sempre, nego a afirmação deixando claro o extremo oposto, que ela se tornou ainda mais complexa. 100% das pessoas não acreditam, riem de mim e juram de pés juntos que eu possuo a fórmula para a felicidade. Bem que eu gostaria...
Tento uma vez mais então, explicar aqui. Em relação à mim, meu entendimento à meu próprio respeito devo muito à Freud, Lacan e todos os seus discípulos, aos meus estudos e a minha análise pessoal constante. A cada dia me conheço mais, em coisas banais descubro caminhos para me conhecer e os percorro sem medo. Entendo meus medos, erros, desejos, bloqueios... o que por si só, não resolve muito, ao contrário, por vezes torna o processo ainda mais doloroso. No entanto, ao menos, sou consciente.
Mas no lidar com os outros... as vezes embola todo o meio de campo. As vezes quando uma frase deveria ser para mim só uma frase, lá vem Freud, Lacan e todo o meu conhecimento psicanalítico como diabinhos me passar muito mais informações do que as necessárias pra uma conversa informal. E isso pode estragar tudo. É claro que eu não fico conscientemente analisando tudo que todo mundo me diz mas, como brincam meus amigos mais próximos e com algum conhecimento técnico, eu não me formei em psicologia e me especializei em Lacan, eu nasci Lacaniana. Penso como uma Lacaniana "full time" e aí, não tem como separar. Só que não saio por aí dizendo para todo mundo o que vejo além em cada gesto, em cada palavra dita ou em cada não gesto, em cada palavra não dita. Só que quando o conhecimento se mistura com imaturidade emocional e o desejo de entender tudo para que tudo dê certo nos mínimos detalhes, pode ser catastrófico. Para a psicanálise, grosso modo, uma frase nunca quer dizer somente o que ela diz mas para o leigo que a diz, ela realmente só quer dizer o que ela disse. E esse desencontro hoje, foi desastroso. Uma interpretação certeira quando em nosso papel, quando ultrapassa o setting e invade a vida pessoal, carregada de cunho emocional se torna uma arma contra si mesma. Se o medo se fizer presente então...
Como sempre me diz a Viviane, uma grande amiga que cresceu muito com sua análise pessoal, eu preciso aprender a deixar a psicanalista do lado de fora das minhas relações pessoais. E vocês não imaginam como isso se torna difícil quando o conhecimento profissional é um estilo de vida e não um livro numa biblioteca, e não uma cortina que se fecha as 18:00 junto com a saída do consultório. Em dias como hoje em que quase estrago tudo interpretando mais do que deveria, sinto falta de um olhar desprovido de conhecimento. Muitas vezes a vida seria bem mais simples sem ele. E, por isso tantas vezes já desejei jamais ter ouvido falar em Freud, Lacan e seus discípulos... Enfim, eu preciso aprender que a vida não é um setting analítico!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eu vi um homem apaixonado

Foto retirada da internet
Hoje eu vi um homem apaixonado. Um homem que depois de anos de casado, mudou de estado para assumir um cargo que o encantava mas deixou por hora sua esposa com planos de breve tê-la por perto. No entanto, após a recusa desta em acompanhá-lo definitivamente, ele não ocupou seu cargo por mais que poucos meses. Hoje ele se foi, com o olhar triste de quem desiste de sonhos mas retornou para ficar ao lado de sua amada. Meus olhos se enxeram d'água não sei se mais pela pessoa querida que se ía e de quem perderei o convívio diário, o olhar carinhoso, o sorriso espotâneo a cada manhã e o abraço acolhedor ou pela bela cena que eu jamais imaginei que assistiria e, no entanto, se passava alí na minha frente. Pra mim essa cena vai ficar guardada. Eu que tanto medo tenho do amor, que não acredito no amor masculino, recebi essa cena como um presente, quase um recado pra me avisar que o amor existe e que eu posso acreditar!
Obrigada à esse casal, por me presentear! Que o amor de vocês seja pra sempre e que um dia eu seja capaz de conquistar um amor como esse!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Emiliana Vaz Entre Quatro Paredes




Nome: Emiliana Vaz
Apelido ou como gosta de ser chamada: Emi
Idade: Nasci num dia qualquer num ano qualquer...(Risos)
Signo: Metade homem,metade bicho

Profissão: Administradora,agenciadora,diarista,cozinheira,oficeboy,consultora,psicóloga,designer,e nas horas vagas escritora.
Time:Internacional
Como o blog começou: Dia 24/04 de 2009. Já tinha a idéia de criar um espaço pra contar minhas historias há mais de sete anos,mas a falta de tempo não deixava. Foi sugestão do meu cunhado que conhece tudo de internet
Blog: http://historiasdeemilia.blogspot.com/

Eu sou: Humana,passível de erros e acertos.
Eu tenho: Força,Fé,Felicidade
Eu desejo: Paz
Eu odeio: Manipulação
Eu escuto: Musica eletrônica.As pessoas,a mim mesma,e hoje em dia muito pouco os meus pensamentos.
Eu preciso: De liberdade
Me dói: Ingratidão

Um sonho: Mundo perfeito,como não vai acontecer... fica no sonho
Um segredo: Tenho outro nome
Um medo: Um sentimento amigo e constante
Uma experiência: Tudo que vivo num dia. Por menor que seja,é uma experiência nova
Uma conquista: Família
Uma saudade: Meu pai
Uma música: BEN de Michael Jackson, me remete a infância quando ele se tornou meu melhor amigo. O ratinho e Michael
Um filme: E o Vento Levou
Um livro: A Bíblia,difícil de ler, mas o único livro com muitas verdades
Uma citação: A melhor visão é a da alma e essa nem todos sabe que tem.(Emilia Vaz)

Amor: Pelos filhos
Paixão: Uma delicia mas com tempo limitado
Felicidade: Estar bem comigo mesma
Tristeza: Uma sensação que toma parte do meu dia algumas vezes
Solidão: Minha amiga intima
Traição: Perdoável.Pode-se ser infiel sendo leal
Morte: O propulsor da vida
Vida: Linda quando é valorizada em cada ato, cada amanhecer,cada anoitecer
Sucesso: Conseqüência por fazer algo que se gosta
Sorte: Muito bom quando a temos do nosso lado.
Inspiração: O sol, a lua, o inverno...
Fim: Um recomeço
Para sempre: Não existe
Religião: Um pouco de tudo .Todas elas levam ao mesmo Deus
Milagre: Estar aqui
Natureza: Abatida
Poesia: Não entendo

Lugar: Ainda não encontrei
Casa: Onde gosto de estar
Cozinha: A peça mais importante ,é onde você alimenta quem ama
Comida: Feita com amor. Amamos pela boca também
Bebida: Chimarrão

Você: Eu
Uma qualidade: Agregar
Um defeito: Falar demais
Sua vida:Somente minha
Família:Tudo
Pais:Começo
Casamento:Um grande problema...(Risos)
Filhos:Praticar o verbo cuidar sempre
Irmão:Laços
A pessoa certa: Aquela que se torna certa de maneira incerta
Amigo: Poucos
Alguém que admire: As pessoas,mesmo quando me magoam

O que te faz sorrir :Um beijo
O que te faz chorar: Até comercial de margarina...(Risos)

Algo a dizer: Cada um é dono de sua verdade.Só que tem pessoas que acham que sua verdade é a unica!


Entre Quatro Paredes: Vale tudo!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Recebendo Emiliana Vaz em "Se enamore por alguém, mas por você também"

Emiliana é um dos meus mais lindo achados no mundo da blogsfera. Sabe aqueles não globais, não estrelas, aquelas pessoas "normais" que a gente admira?! Eis uma delas! Admiro sua forma de ver a vida, de encarar os fatos, de chegar aos 40, de se despedir, de voltar atrás, admiro seu modo de ser e de escrever sobre tudo isso.
E esse texto... que belo texto! Parece um presente escrito pra mim. rs. Fala sobre tudo o que tem me interessado, sobre tudo em que eu tenho acreditado e é tudo o que eu precisava ler. Que incrível sensibilidade.
Tamanha foi a importância de Emiliana nos últimos meses de 2011, tanto eu aprendi com ela que fiz questão que seu texto fosse o primeiro a ser postado por convidados aqui no meu blog para que todos possam também aprender com ela. Tenho falado muito sobre essa mulher, e sempre há mais o que dizer mas hoje deixo que vocês se encantem com seu texto, com suas palavras para que enxerguem a pessoa que eu já tive o prazer de "conhecer".
À você Emiliana mais um muito obrigada de coração!

Foto enviada por Emiliana Vaz


Fui convidada por essa querida,Camila Goes a quem eu amo muito,a escrever um texto para o seu blog.Muito obrigada por essa grande honra.Então, quero falar de...amor.

Pelo que eu tenho lido,visto,e vivenciado,nem era para escrever esse texto.Tantos relacionamentos fracassados,mulheres magoadas,homens revoltados,traições,brigas,separações,que para mim,hoje ,é meio complicado opinar.O amor está tão banalizado...Mas ao mesmo tempo caio em contradição.Por que?Porque eu escrevo sobre o amor.Eu conto histórias reais e criadas por minha imaginação.
Eu preciso acreditar no amor.Eu sempre acreditei!
Mas chegamos ao ponto,e eu ouvi isso várias vezes nos últimos tempos:de escolher os parceiros para uma vida em comum.Escolher?Como assim?
Você chega num site de relacionamentos,ou numa agência matrimonial,e pede:
__"Quero um sujeito entre trinta a quarenta anos,precisa ser alto,ter cabelos,careca nem pensar.Precisa ser atlético,não pode ter uma grama de barriguinha.Tem que beijar bem e principalmente bom hálito visitando o dentista regularmente,se vestir na moda,ter uma educação exemplar,precisa gostar de comédias românticas como eu,não pode gostar de futebol.Praia não muito,serra muito menos.Precisa me levar café na cama aos fins de semana.Sexo ótimo!Ah,que não seja muito apegado a mãe,não queira filhos muito cedo,porque não estou afim de estragar meu corpo recauchutado pelas plásticas.Gastei uma fortuna com meus peitos novos!E por último,ele deve ganhar bem,muito bem,caso eu perca meu emprego ele paga as minhas dívidas.Afinal de contas de algo precisa valer essa união né?"
"Procurar um parceiro ideal",Eu fico pasma!Alma gêmea,existe sim,poucas,mas existem por aí.O ideal?O que é o ideal?
Eu sinceramente não sei.
Sou do tempo que o amor...ainda era mágico.O primeiro olhar,o primeiro toque,a alegria de sentir o coração batendo forte cada vez que via a pessoa amada.E não eram só as mulheres que sentiam essas coisas,os homens também.E muitos sentem!
No entanto hoje em dia,se fala de sexualidade agressiva.Homens associam o sexo a agressividade...como assim?Vão bater nas parceiras?Encher a cara delas de porrada?
Sexo é ótimo,e faz parte.Desejar alguém já é um bom começo.Sentir vontade de dar prazer,ver a parceira(o) sorrir feliz depois do sexo,dormir sereno e satisfeito é compensador.
E mais ainda se tudo isso for unido àquela sensação de plena alegria por estar com a pessoa que "surgiu" em sua vida do nada,pode ser em um ônibus,numa balada,no shoping,na praia,parente de alguém.Mas não àquela que você foi na agência mais próxima "comprar",e sim se deixar levar pelas sensações que invadem nosso corpo,nossa alma,e que enchem nossas mentes de pensamentos maravilhosos sobre o amor.
Claro,hoje em dia eu sou muito objetiva quanto a esse assunto.Na idade em que estou,não vejo mais o amor como quando tinha vinte,trinta...um amor de Romeu e Julieta!
Não!O amor para mim é diferente.Mas continua mágico,poético,essencial na vida dos seres humanos.Todos nós queremos amar e ser amados.Por mais que afirmemos o contrário.
Recebo tantas histórias,boas e muito mais ruins,que preciso me exercitar para não cair totalmente em desgraça quanto ao amor.Preciso conservar meus 50% de romantismo.
Quero continuar acreditando que as pessoas se amam porque acontece.É a magia do amor...acontecendo em qualquer hora,lugar,com qualquer pessoa.Casais de mulheres,casais de homens,casais heteros,não importa.
Desde que seja amor verdadeiro.E é bom que se saiba,que o AMOR também tem defeitos,mas sendo ele verdadeiro,é amado igualmente.
Não busque seu parceiro(a).Ele virá até você.Nada é por acaso.O mundo gira,e nós não paramos enquanto vivemos.
Enquanto isso as coisas vão acontecendo.Uma teia invisível vai se formando em volta de você até o amor surgir.
Eu ainda levo fé no sr Destino,na Mãe natureza,e principalmente em Deus.Se a gente abrir o coração,purificar a mente,deixar nossa alma evoluir,Deus nos mostrará o caminho,e esse caminho,gente,só existe o amor em toda sua plenitude.

Então,aproveito que o ano está começando e que,dizem os especialista que 2012 é o ano da alma gêmea,para te desejar muita saúde,paz,e amor no coração.Mas que você se ame antes de qualquer pessoa,e sinta-se feliz consigo mesmo,estando acompanhada(o) ou não.
E se estiver sozinha(0) não se chateie.Se enamore por você...logo,logo,você estará enamorada(o) por alguém.
Tenho tanta certeza de como estou aqui agora escrevendo esse texto.

Beijo no coração

Emiliana Vaz

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nippon Gourmet

Foto retirada da internet


Depois do tradicional Nippon com mais de 30 anos em Brasília, a cidade ganhou ano passado o Nippon Gourmet. Sendo o Nippon tradicional um dos restaurantes japoneses mais frequentados por mim em Brasília, demorei um pouco para ir conhecer a novidade por falta de acessibilidade. O local tem no térreo um espaço com frutaria, confeitaria e padaria e na parte superior encontra-se o restaurante, sendo a única forma de acesso uma escada.
No entanto, passado quase um ano da inauguração, lá fui eu com alguns amigos. A simpatia e disponibilidade dos funcionários minimizam um pouco o transtorno e o impecilho. O local, bem menor do que o já tradicional se torna também bem mais aconchegante. Atendimento de nível também como é de se esperar e as peças de primeira qualidade.
Indico!


Nippon Gourmet
SQS 207 - BlocoC - Loja 27
Tel: (61) 3224-0430

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tirou onda do meu coração...

Às vezes parece que a vida fica querendo me dizer que quem manda é ela mas eu sou cabeça dura e não deixo não! Histórias vem e voltam, pessoas vem e voltam... e, as vezes, eu não sei se estou sendo símpática ou brincando com o perigo mas uma coisa é fato, quando eu digo não, é não! E vai ser difícil me dobrar, seja a vida ou você!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

De volta ao passado. Só pra dizer adeus...




E lá se foi o primeiro dia útil do ano. E eu sabia que nele eu voltaria ao passado. Um passado ainda presente, no sentido físico, existêncial, substancial mas que finalmente se tornou ausente em mim, saiu de mim.
Revi a tatuagem mais borrada de 2011, o homem que levou a menina e deixou a mulher sofrida, o homem que me fez chorar, que me fez sofrer mas que também, não posso negar, me fez crescer. Eu repondi ao "oi" e sorri.
Entrei no lugar de onde me despeço e estive alí, finalmente, consciente de que vou partir. Eu ainda vou construir todo um caminho pra sair mas foi hoje que eu me despedi.
Hoje (agora, ontem) eu voltei ao passado mas só pra dizer adeus...

Bsb, 02/01/12